quarta-feira, 21 de outubro de 2015

Enlêvo




A luz está atrás da cortina
Retina retine cinema
Poema que não se imprime

Longe leva-se o enlevo
Valor velado vem vê-lo
Zêlo apático asmático
Sincero
De Eros
Musas
Usas...
Ao mar das tiranias

Dores de críticas
Era tudo que sentia
A tia tinha tudo que fiava
Valia
E quem não via?

À mostra partes descobertas
Abertas bocas; - livros fechados...

Cadeado dados não dados
Pelos lados soldados escravizados
Por trevas quimeras de morte sincera
Em eras e eras quireras de sentido
Amigo o livro, ou outro dolorido
Feliz não te quiz o mestre
Pois a peste e a cura é antídoto
Vendido pelo ilusionista
Que hipnotisa sacerdotisas
Por grana e apatia
Se queria ou não queria
Uma tarde
Um pôr-do-sol e alarde

À tarde encontraria
Só a paz lilás a mover as pás
Sem gáz tenaz ou quiçá
Sensatez
Logo agradeço a vocês
Senhores, senhoras
Crianças e idosos
Sonhos formosos e pistas

Artistas que não fomos
Clichês nos abstraíram palavras
Núcleos semânticos coloquiais
Escravatura verbal
No final do jornal carnaval festival
Em que a sociedade inteira passa mal
Por mau-gosto em exercício lexical
Causal e animal tato divinal
Ritual carnificina na Argentina
abandonada querendo ser significada
pela asa da estrada conferida
Pelas musas de Apolo
À entropia das veias e átomos corporais
A atingir a mente e finalizar um conceito estético
imagético verso carregado no peito
Por um trovador, rapsodo, destro
Formoso sol após a madrugada profunda
Agonias lamacentas de vidas em ebulição
A acotovelar-se frente às câmeras de televisão


Em busca de momentos mágicos de ilusão

Anderson Carlos Maciel

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