terça-feira, 31 de maio de 2016

Minha leitura canalha.


Amigo editor
Criador e senhor
Quimera da autoridade
Siso da amizade
Que te invade, - plena!

_Aedos, rapsodos
Da eletricidade!

Transformo preces,
Vestes, estilos,
Em musas
Em Apolo
Em Dionisio de verde
Olhar.

Não tenho paixões.
Profissional do verbo!
Domino a arte da palavra,
Espio filosofia,
Experimento a grafia;
Rimo palavras, aparte!

Destarte
Palavras jorram
Das fontes de Dionísio fiel.
Ao amigo editor;
_ Ao céu!
Ao paraíso de fel,
Ao sonho de mel:
Contemplada arte,
Fazer parte:
- De quê?

Seduzo você,
Leitor.
Doces linhas vadias
Todas minhas.
A te envolver
Em cadência fraquinha:
Rima aérea!
Rima venérea!
De quando em vez...
Ocaso urbano:
- Ser humano! -

Erro!
Ame-me, também.
Porém
Não me deixe
Clichê.

Anderson Carlos Maciel 

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