quarta-feira, 29 de junho de 2016

Verde pasto.


Pastam pastos verdes
Bonitos cervos-do-pantanal

Moças helenas contentes com os bacanais
De jornais helenos de pequenos e serenos
Extrassensoriais

Pastam pastos verdes, verdes auroras
Algaravias
Entrevia, indireto discurso
Complexos recursos à pena

Arremedos.
Mímese sonora

Pastam algaravias verdes
Cervos-mateiros altaneiros
Por sobre os outeiros de outros poleiros
Pois tudo é Constituição

Na lápide de Apolo
Uma musa filial despe-se de carne mortal

Esperando serem contemplados
Mortais limitados
Ri-se Afrodite dos trabalhos de Psiquê

Pastam pastos verdes
Verdes efeminadas algaravias intelectuais.
Fêmeas verdadeiras feministas
Efeminadas naturezas vivas
Sempre-vivas coloridas e reais.

Sonham algaravias intrépidas
Estigmatizadas formas não-embrionárias
Se a rima salafrária
Conquistasse algaravias altaneiras
Da posse da cidreira
No colo da mãe-pátria

Sou
Filho do Homem.

Anderson Carlos Maciel

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