quarta-feira, 27 de julho de 2016

Abraços da luz universal cósmica.




Quando Ismália comeu camafeu

Quando a moça aérea escreveu
Pôs-se no café a tiro-lar
Queria um melado pudim todo seu
Queria etérea goma-de-mascar

Num desvario não plebeu
Leu a revista global do "engordar"
Queria comer pão-de-mel
Queria etérea goma-de-mascar

Uns trocados que o pai lhe deu
Tilintaram de par em par
Comprou doces jujubas e camafeus
E disse a todos, que não iria me doar

Quando a moça do poema enlouqueceu
Pôs-se no mercadinho a tiro-lar
Queria a jujuba do céu
Queria a sardinha do mar

As asas da rima que o Pai lhe deu
Ruflaram de par em par
Seu corpo comeu doce camafeu
E sua alma então não quis se suicidar

Anderson Carlos Maciel

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