domingo, 10 de julho de 2016

Apolo paternal.



Fugaz vento!
Quando invento,
Não tento
Parecer.

Pois ele, pois você!
Nós outros:
-Música-!

A canção na mão:
Obra acabada,
- Retratos de pautas -

Calorosos fantasmas!
 Acotovelam-se em portais magnéticos;
E interpelam-se - cativos do senso -
Quando o senso
Sensível
É não ser!

Elevo meus pensamentos
Ao supremo Nada.
Dobro meus joelhos no vazio:
Senso do dever!
Nuances estatísticas da mentira
Que em ira
Sobrevirá
Causará maiores sofrimentos
Que os rotineiros

Loucura revisitada em carniça!
Preguiça;
Vazio;
Fome;
Sede;
Sono.
Trono sôfrego do Criador
Ao qual me projeto em dúvida de vez em sempre!

Entoo meus mantras e minha canção.
Aéreas linhas de saudade que invadem o Panteão.
Matam-se fiéis aos deuses muitos,
Rudimentares ufanares de unidade.
Valores, virtudes, linguagens culturais!
Não enxergam além de seus quintais,
Cobrem o corpo não por frio [...]
Meu Apolo luzidio, paternal!


Anderson Carlos Maciel
Filósofo e pós-graduando em sociologia política

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