sábado, 23 de julho de 2016

Estante, estável
Estabilidade
Pela cidade vultos de perfume

Célere, cognitivo, significo!
O que me investem
Amor e arte
E simplicidade!

Estante estável!
Estabilidade...
Medicamentos para os passos.
Compassos rompem no peito.

Comerciaria angústias!
Escambo de dores!
Leituras, edições acabadas...
Obras-primas da inexpressividade!
De nada de novo
Sobre o novo
Sobre o antigo
Sobre o amigo
Sobre o lodo [...]

Linguagem da lira
Lira da linguagem
Forma da epopéia
"O céu é o limite"!

"Bons narizes
E boas vergonhas
Em se plantando
           tudo dá"

A vitrola é eletrônica
O papel já não existe.
2016 anos de populismo piegas.
Caminhamos sábios da modernidade
Observando rudes assomares
De identidade
Pela cidade-orquestra.

Sim, rudes,
Rudes impactos!
Revolucionam fantasmas
A vagar para os mesmos "infernos".

Crianças ternas
Seduzem-se por palavras
E identidades-aljavas. 
Observo...

Distancio-me;
Emerjo-me!
Também.

Anderson Carlos Maciel

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