terça-feira, 19 de julho de 2016

Haikais


Teoria

Ao nada converge, adjacente aurora
Náusea de doces,
Espancaria eu as plumas globais do seu verbo?


Pássaros possíveis

Concordam, undergrounds angústias
Orvalhados de felicidade análoga
A divulgar naquelas telas


Exercício da sabedoria grega

Flui a cascata de esperas
Adornada de realidades
Angústias em festa



Cuidados

São teus os meus brados
- Sentimentais?

Quisera eu, sobretudo,
e mudo!
 - pontuais,
Felizes finais.

Sonhara com a estepe do coração
O ventríloquo da solidão
Em ruas de desolação
Da estética raquítica
Apolínea
Entabulando filosofia

Abstrata falácia!
Se alguém o diria.

Simplicidade,
Comunicaram outros
E degustar de
Carnes de soja - ataraxia!

Pretensas auroras não brilham.
Adocicadas serestas
Em frestas assumidas
Quando a vida garrida
Ainda não se elucubrou de sentido
Em ser o ser amado...
Grego realizado.
Algo de errado?

Vulgares ufanares de identidade
Supõem cultura vasta
Quando dicionários em riste
Ofertam auxílio
Ao filho
De Apolo
Transformamos a realidade!

Nada contra o real sentido
Mas na metáfora furto-me
À ignorância
Dos estereótipos
Do senso-comum
Do populacho GRPCão

As provas de vestibular
Mataram os poetas
Com o mal-da-significação

Tomem crianças
Seus brinquedos-labirintos
de volta.

Anderson Carlos Maciel

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