domingo, 10 de julho de 2016

Semi-epopeia da vaidade.



Faz jus o pus alcaçuz
Da letra.

A seta pútrida, em lixo cósmico:
Centelha de revolução!

Garranchos eletrônicos, - inteiros -
Sem conclusão.

Não me demito
Do rito
Do alcatrão.

Somo a verde fumaça
À vidraça do teu ego.
Não nego:
- Sou!
E quem não?

Pois a métrica,
pois a canção.
Doces beijos curta-metragem
Nas telas
Do meu templo
Onde mortal algum coloca a suja
Oferenda suja de sua suja mão

Revelo que vomito
Se em tal rito, convido-me
A significar algum mito
Ou par impressão!

Tudo que quero!
Tudo que desejo!
É o ser
Da intervenção poética
Antitética à aliteração,
Refrão.
Estética prima do meu verbo
Em nexo do sofrer
Não apenas as angústias glaucas
Duais,
Mas a ausência dos critérios:
Cadência da edificação!

Simetria,
Acatisia a mais valia
Que então riria,
Não de escárnio
Ou comiseração,

Sobretudo de simétrica felicidade
Contentamento e realização.

Estábulos do verde estrume global.
Seminal antítese da criação etérea
Da pequena que se debate
Em explicação.

A divinal rapsódia não torpe mas bela
Sobre a qual canta o conto da doce cinderela.
Reflete a competência pura e simples
Em remeter ao quatro ventos este rebelde acinte:

Escreverei com graça a divinal epopeia.
Que leia compenetrado
O leitor mais angustiado e abusado
Se um menino sobrevivente infundir-me
astral e tal ideia.

A cascata não é ingrata
À doce e pura cinderela - sem mais venéreas palavras.
A seduzir a graça a falar em tais mazelas nas favelas
Em horizontes em que todos estão aos holofotes, bacanais hipócritas
Menos ela.

O sombrio aedo canta a canção do silêncio
Indiferente sonho mudo, ritmo e cadência
A carência da donzela a forma, a simetria do poema alexandrino
Pós moderno segue branco o verso do rapsodo
Que vos ora.
Pois a um deus remete-se a aurora!
E eterniza no "layout" do destino
Os desatinos pequeninos destinos
Em exagero somático;
 - Psicanalisado verbo feminino
Para um menino no balanço do tempo.

Honra e epopeia.
Saga a se concretizar, ó quadradas musas!
A cantar em bocca chiusa
A democracia repentina
Que a menina-mulher não descreve
Pois não há um enigma para ela vestir.

Ou uma metáfora para cavalgar.

Anderson Carlos Maciel

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