sexta-feira, 15 de julho de 2016

Terra do sem-fim

 Aprendizagem é o cajado do filósofo cognitivo e o sangue coagulado poético da filósofo da ética.




Entre sonatas ingratas ao sabor do vento
A musa solitária finda seu tédio-tormento
Sobressai-lhe o sentimento no dual azul
A indagar se ruma ao "ethos" ou Dioniso do sul

A pena circunda-a aos cálidos sonhos
Em risonho acinte poético, tergiverso!
Conecta o bom-senso, o filósofo enfadonho
A colorir para ela o sedimentado etéreo universo

São duas ou são duais, as maternais ideias
Hanna Arendt ou Marilena que da pena em assembleia
Centopeia ou epistêmico problema, sobressairia:
Filosófico helênico e grego transcendental poema.

Metáforas não se cavalgam adverbialmente
A semente do fruto não se cospe pela mente
Argumentos são como punhos indiretamente indiretos
Que se dispersam por majestosos e fundamentalistas
Caminhos incertos.

Copiaria o que dizia a sangria dia-a-dia
Se tal azia "Filosofia" redundasse em poesia
Escreveria alado verso a conquistar crítica serena
Sobre os loucos poetas ou loucos sistemas:

Em estética prima, - alexandrinos intentos
Cadentes limites universais, - de Shakespeare o tormento
Estacionado no alto do prédio o sustentável helicóptero branco
Compreendendo a economia que ora alavanco.

Apolo, e sua doce e perita original lira
Pai das musas que não caem em orgânica ira
Comunicam à mulher-menina que Eros esconde o rosto
Se sabe que Psique espia Alexandre verde de desgosto:

Conectando, acessando, alianças em riste.
Soubesse por que luz etérea sorriste
Soubesse que profissão o cidadão constituía.
Receberia com verdes rosas de agonia:

Psiquê enigma semi-divinal ambrosia dos teus dias
A compreender alianças cálidas, verde enigma aporia
Doutrinando teus paradigmas pseudo-intelectuais
Incapazes de orvalhar teu sentido e teus felizes-finais.

Com maestria épica.

Amo assim: Pio mégalo Apolo teou tin tragoudiai


Anderson Carlos Maciel 

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