terça-feira, 13 de setembro de 2016

À moça da luz fosca



Ela serena, helena e doce
Revela, bela tela que me trouxe
Garrida forma, produção estimativa
A pena entabula do verbo a forma passiva

Não demova a confundir, doce donzela
O verbo do devir, cravo e canela
Arroz doce, doce vida, doce prova
Rima forte em forte nuance da reles trova

Aprendi contigo, contigo, carícia, época
Patentes para as palavras, recíprocas
Nossas ogivas do poder esquentarão átomos
Seus horizontes de sentimentos são átimos

Falarei de mim
Com o contexto do que escrevi
Simples palavras
Convertem-se em favas

Favas de mel azul
Lambuzam teus lábios ao sul
Querem roubar-te o doce mel
Musas que não irão para o céu

Medusa, a musa castigada espreita
A poesia que te deleita
Mantém-na presa, bebendo do Estige o lodo-água
Perseu herói, lenda jamais contada, de medusa ex-musa
                                           Apenas a mágoa.


Eros vangloria-se em relação a Apolo
Desde tempos eternos.
               
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Anderson Carlos Maciel

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