terça-feira, 6 de setembro de 2016

Anderson Carlos Maciel


para mim
O bolo-de-cenoura

Em sóis
Combustão do perdão
Pois
Senão

Quais são?
Refrão, cadência
Frequência
Do açafrão

Nunca houve
Houveram estudos
Paladares mudos
Infindas moedas:
Edição final

Exemplares rotundos
Em cadeias de sentidos
Nobéis de literatura
Partícipes de banquetes

Depois orgias
E nada mais...

Deuses, lira
Poema
Sonha a pequena
Entabula a pena
A aurora helena
Em tempos astrais.

O silêncio formoso
Do meu jocoso vício
Rapsódia "fictícia"
Qual simples carícia
Em teus sebosos
Cabelos

Pois nobre exercício
Seria exemplo e modelo
De mestre que se aquece
Ensina a arte:
Contemplar, - desvelo!

Ígnea vaidade, forja!
Forja a ode
Na fusão do substrato-leitura
Cuja estrutura
É pertinente.

Essa gente que reclama
Do fato da cama
E do que não se ama
Qual o planador que plana
Das luzes Curitibanas
Segrega a rama
- Do povo ao qual a fala, - fala!
Ensina
E clama:

_ Serena tuas andanças
Dance a dança dos livros
Cultura vasta
Se não te basta
Vista a revista sexista
Na pista do clássico
Léxico fortuito
Pois muito do que se tecla
- escreve, ainda -
Não tem natureza finda
Elo
Ou cobertor, travesseiro
Que permita
Um poleiro burguês
Aos sonhadores classistas
Em grupos de homens
Mulheres
Crianças
Ricos, pobres
Grupos de deuses
Em assembleias divinas
Contemplando a mortal sina
Em embaraçar a letra
Qual o estudo que não fazem
Tanto a inveja quanto a preguiça!

Estatuto da crítica
- Simples reclamar -
Sentença:
Contemplar o mar.
Sem voar poder
Ver
E ser
Ser

Sendo.
Rios alados!


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