domingo, 18 de setembro de 2016

Expediente noturno da loucura



Ela
Vomita sóis
Como quem

Compete
E não compete
Por luz

Alcaçuz
Pus e doutrina mítica
Da poesia

Entre
Sonatas de imagens
Vastas

Concretiza-se
A alforria
Da forma

Bocetas criativas
Esquivos gozos
Enluam-se em seus
Cobertores
Protetores
Farrapos
De putarias-paroxias

Clímax volta a ser clímax
E não biologia

Um estalo dos dedos
E a hipnose termina

Regride o ego das luzes Curitibanas
Em insana,
Paisana
Epopeia
Nas veias virgens das
Metáforas selvagens
Dos caminhos agrestes

Formas
Normas das estrebarias
Das idéias

Eu

Laçando metáforas
Deparo-me com estéticas
Em escadarias
Cujos baldes-de-água-fria

Meu amor
Não me trariam

Nem mesmo em delírios

Da mais fina
Insegurança tardia.

Anderson Carlos Maciel

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