terça-feira, 20 de setembro de 2016




para mim
Expediente e meta (redação)


Fui
O que rui

Sou
As águas doces
Salgadas
Pedras
Nas enseadas
Burguesas

Não comento os quadros
Caros
Que as crianças não
                 comerão.

Arte
É processo
Ao avesso
Da canção

Apenas admiro
Teus passos que fitam
Meus passos, excitam,
E evitam
- escassos-
Laços das prisões.

O que aprendo, ensino
E o que ensino aprendo a aprender
A ensinar
Sem tocar o sagrado
- não tocar -
Jejuar
O teu mar que não quer
                           contemplar
O meu mar

Infinitamente
Presente

Estrelas verdadeiras,
Sóis
Ao teu luar

Use nos cabelos
Meu desvelo
Cintilar-idioma
              e não

                   "língua"

Anderson Carlos Maciel

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