sexta-feira, 9 de setembro de 2016

Prezado leitor

Prezado leitor

Vias
Regras
Normas
Astros

Teus
Rastros andinos
Em meus peregrinos atos
Meninos

Pequeninos lastros
De casos
Repentinos

Pois
Era
Tua a lágrima
Tornara-se purpurina
Cola
Papel
E serotonina

Assumiam na televisão
Festivais de cretinos
Felinos preguiçosos
Arte do ranço
Cancro
Sova

Qual nova arte
Em fazer parte
De não se sabe o quê

Beijos em muitas bocas
Atores esperançosos
Shakespeare na TV

O amor perdeu-se em trova
não formosa
Mas clichê

Meninas se prostituiram
Seguindo os passos
Escassos
Dos teus
Canhestros cabrestos
Ilusória filantropia
Amargura sensitiva
Que me aludia
Sem eu saber
Meu ser

Ditava a mim:
Rode naquela esquina
A sua rima
Lá em cima
No trono da besta
Que iria se vender

Eu diria:
Psicologia?
Caráter
Virtude
Moral
Ética
Um estante virtual

Sente-se
E comece a escolher

Luzes Curitibanas
Enigmas na rede
Canhestro escombro
De teorias
Da estética
Formal
Gosto
Repasto
E você

Tua tela
Tuas roupas
Teu estilo?
Teu lodo
Teu
Tua lágrima
Culta?
Entulhos insossos
Da personalidade alheia
Em tuas veias
Desejando você...

Calam-se
Metaforizam política
Derrubam governos
Pretensos intelectuais
E seus bacanais
Do absoluto mal-gosto
Com letras?
Garranchos
Virtuais ranços
São tantos
Sem esconder.

Quimeras?
Tudo à mostra
Cópias
Fragmentos
Astuto
Caído
Enluarada carne
Tal alarde
Em te destruir

Não te quero
A bolsa a rodar
Quem sabe a tua
Psicanálise
Não lida
Na ida
Na volta
E na saída
Da vida
Que não quis me dar

Hoje teus amigos
Apostam
Gostam
Raciocinam
E atinam
O poço
A fonte

E o prazer.

Prezado leitor.

Anderson Carlos Maciel

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