sábado, 17 de setembro de 2016

Prisão de lágrima



Escorre
Em uma página
Frágil
Carinhosa

Formosa rosa
Que prosa
Subsumiu.

Em silêncio
Reverenciou o que amou
Nas terras do bem Brasil

Em sonho
Transportou
A sonhos risonhos, carícias
Verbais
Astrais quais infantes
Da lira
Caipira paranaense
Que imita
O riso do ciso
Impreciso
Do cordel global

Não sou
O ser

Pois
Quem foi
Sonhou, - que o beijo
Sim aquele beijo

Ao pé da tua inteligência
Era a sapiência
Da saliva economizada
Transportada em brasas
Ao solo da tua
Toda tua
Indiferença oligárquica
Semiótica
Do meu poder
Em te amar, - tão só

Se tinha dó,
Se eu era só, - o pó
Bemol

Hoje o sol
Não brilhou você

Desencante-me, carinho
Este versinho
Ao vento mansinho
Do meu pelo marinho
Enleve tua lágrima

Ao rodapé da página
A enluarar frágil
Senil poema
Ao fim dos dias
Quando a espera, - e a agonia
Arrefecerem teu vazio
Da minha língua
À míngua
Conjugando tua rosa
pela prosa
Da novela
Sentinela ao alto
Infausto
Do nosso verdadeiro
Sonho a dois:

O amor.

Anderson Carlos Maciel

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