segunda-feira, 10 de outubro de 2016

Agonia

A pedra sorve a água
A água sorve a pedra

Petrifico-me
Enrijeço

Ao preço da fortuna
A uma musa deusa una
Cantata
Ingrata
Pentateucos rapsodos
Qual
Envergar sentido

Se isso, se aquilo
Se ela, se ele
Se beijos se desvelo
- Cultura adversa

No menos uma forma
Em clareza que vos retorna
A letra é amiga da norma

Bem que feira inconsciente
Revira, - as gentes ribeiras
Amarras do sentido
Amigo - leitor!

Já nem me comentam a habilidade
Como sinestesia do ego
Se psicólogos não são lidos
Se filósofos não cultivam a razão
De sóis em sóis da democracia
Aporia das pernas
Cujas telas modernas
Remetem à prosa sempiterna

No mais no mais
"relax"
E pontuar o impontuável

- As lágrimas são piegas
- O sorriso é flerte
- A crítica é inveja
- A beleza é efêmera
- Os amigos são trampolim.

E os amores buscam
Corpos que caem
Ao sabor
Da palavra "não".


Sou labirintos alados.

Anderson Carlos Maciel

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