quarta-feira, 5 de outubro de 2016

Melhor

Melhor não ser
Ao vento, - dói
Coloca-se na seda
Entorta sonho
Entorna pânico.
Inconsciente, - eu sei!

Dito, - sábio, que sou
Ou não sou, - eis a questão!
Enluarei, astral, feliz final
Onde palavras se emprestam:
Os verdadeiros panoramas

Se amas, se não amas...
Guie
Sonhe com papéis
Sonhe com anéis
Ou sonhe
- pesadelos dos cordéis -

Sob tudo uma maré
Deságua a chuva
Como afluente do céu

Quando doutrino
Alevino se quer beija-flor
E não amor
Ou valor
Ou sabor, caquético.

O fato é que a letra
É arquétipo
Genótipo
Fenótipo
E estética.

Não cutuque as feridas.
Dica
O pus espirra
E espirra a vida da flor
Com todo o seu semblante
Homogêneo

Passe mertiolate
Dos pós-modernos
Dos cadernos
Da metáfora - uai!
Revele a ela, a flor
O teu valor
O teu valor

Tua letra, - não andina
Tem semblante social
O fato é que o túnel
O tubo
O rubro
O luto
Direcionam-se, vidas

Em ebulição de liberdades
E semânticas que se despem
Das normas
Atrevidas formas

Semibreves solidões
Semibreves

Uma onda para surfar
Vocábulos e estruturas

Sou
Pó no pus alado

Também.

Anderson Carlos Maciel

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