sábado, 19 de novembro de 2016

Luas em outros sóis

Anderson Carlos Maciel


novo exercício da forma. Somas de ímpeto escriba e inocência de poesia eleutéria em minha vida acadêmica. 



Perdido, - segue!
Amado, - voe
Sonho, - realize
Pise onde pise
Ressoe o que ressoa!

Semibreves beijos
Esperam
Luzes, - que se apagam
Muco das horas
Afora
A nota, - frota rotineira
Idioma das gentes altaneiras
Se quer queira ou não queira
Enleva
A reza
A onda que se avizinha
                         - fronteira


A menina senhorita
Se irrita, - se irrita!
Permita
Menina mulher bonita
Que aquele que te imita
Invista
Em caráter da poesia

Iluminista
Às vistas da lágrima
Agrária

Segue um cortejo
De artes-finais
Mudas pulgas na velha TV
Entabulando telas
A caminhar por elas
E se ver, - velas

Odes aos ventos
Em minha pena/tecla

A bolsa quebrada
Reivindica
Ângulos brasileiros
E narizes aos seus perfumes
Na estrada da vida da orbe
Torpe o seu beijo
Posse
E flor em botões.

Primavera convida os pássaros
A aninharem-se em leitos
De rosas roxas toscas
             Cálidas esparramadas!
              
Aos pés do hortelã
Mais puro/hirto do Jardim
                         Invernal
De seus sonhos com Iara.

Indiferença em nossos leitos
Natalinos cristãos.

Sou póstumo
Para esta geração,
Sepultado pelo amor
Em meu ego de prata e ouro
Em tez rija de solidão

Assistida por holofotes de piedade.

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