sábado, 12 de novembro de 2016

Encanto e retardo



Sobre as águas
Sobre-humano
Super cérebro

Ali ao léu um chiste
Denuncia o infinito

Retrógrados computadores
Enleiam fótons esquivos

A luz
Cornucópia esquecida
No topo da montanha

Sonha o leitor
Com a luz
Luz luz luz
Mil vezes frui

O que fui e o que me tornarei
Reverbera cálida solidão
Em doces e cigarros
Pisados pela multidão

A aurora
Farta-se de luz luz luz
E magnetismo sincrético
Em ondas de sussurros
                             inconscientes
Em neo grego

Enlevo os dias
Na sacada dos anos
No embalo da morte
No sexo da religião
Em bocas compassadas
De línguas mornas

Erudições altivas esquivam-se
Do toque
A reboque seus sonhos
Com a perfeita semiótica para o fundo
De seus arremedos de angústias
Vetustas vestas do conhecimento
Erudito conhecimento
Da monografia do silêncio
No torpor da aurora

De um ilustrado adeus.

Enlevo o cuidado
O simples perfume
Não betume de horas
Telas
Belas
Portelas da conjugação
Porém,
Lágrima
Eólica levando no bico
                              Da imaginação

Meus carinhos brandos
Em prantos de significação
Enigma dileto
Porfiam as luzes
Ao túmulo do corpo
Não acariciado pelo gozo
Porém sedento de perdão.

Vela, vela ó musa Medusa!
Perseu não te destruiu
Nem Apolo a castigou

Tua música
Tua matéria
Teus enigmas
Tua lira de Apolo lira
Que inspira
A pira do filósofo
A esclarecer os bois
Sobre o calor terno do abate

Entabule, - dolorosa angústia
Ao túmulo dos deuses
No ralo da solidão do cosmos
Quando raios furiosos
Não mais vos atingir o peito
No pleito

Da poesia da inexpressão.
Luzes Curitibanas

Razão

Anderson Carlos Maciel

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