sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

Azul semblante

sombria subjetividade, novo exercício das letras. Afetado por Apolo em termos de culto à razão: Caminho do meio, sem altos ou baixos, sem escassez sem excesso, aos moldes gregos de racionalidade e culto aos deuses. 

A referência
Ciência tal qual é
No pé
Fantasmas sobre muros

No escuro dos quiasmas
Plasmas de conjugações
Em mãos, sons
Varas de família
Virilhas
E dicotomias vazias
Naquelas guerras vazias
Pelos vazios e frios
Filhos da arritmia

Não
Haveria
Um só olhar

Uma só lógica
A contemplar

Buscariam no poema
Seus espelhos
Para os quebrar
Ou pinturas
Para sua crítica
E dos seus sem par

Eruditas formas abrigam
Almas sujas
Recebem em suas piscinas
Verões ilustrados
Pela luz
Da seleção natural

Um deus anuncia
O sangue a jorrar
Pelo alto das montanhas
Metafóricas

Pelos narizes
Das cabeças mais felizes
Portos
Fés
Sons

Moedas, enfim

Estômago meu enrijece
Lágrimas não lavam os olhos
Mais

Sofro o câncer fictício
Possível
Da possível morte

Um dia
Pensamentos aos teus ventos
Amor letal
Que me depositou as odes
Capturas de tela a te enlevar
Pelas tecnologias da rima
Benquista auto-estima
Sem tua ojeriza menina

Que não apareceu

Para me sepultar

Peito

Anderson Carlos Maciel

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