domingo, 18 de dezembro de 2016

Essência


Pois
Descrevendo
Exteriores
Negras luas
Ruas priores, formas
Sabores
Sociologias
Regras, valores
Odes, virtudes, penhores
Da igualdade.
Escrevo mares
Em semibreves plumas
Nuas gralhas
Nuas
De suas penas
Penas arbitrárias
Poemas globais
Meus felizes finais
Em cordões azulados
Derribado brado
Sossobrado
Pelo ato ingrato em ler
Legível letra, seta e torta
- doce torta -
Letra aorta às portas
Helenas
Da sociologia serena
De cada dia.

Pois valores
Pois filosofia
Pois livros que não
Não lerão

Analogia ao intelecto
Superioridade que a História
Não reivindicou esquecer.
Algumas linhas
Muitas drogas, e bebidas
E comidas, - e orgias -
(A arte, - letra - adereço
Da vida vazia)

Riem o amor
Riem o valor

Critérios/genitálias
Primatas escusos de si
Escarnecem de mestres
Em sua vã rebeldia.
Intelectos não são armas
Porém,
Em
Noites dos argumentos
- Estipula-se interlocutor -
(Não possuo mestres
Na arte do ser eu próprio/
adverso)
Corações produzem bílis
Fel, indiretamente
Ignorâncias não existem
Resistem, - não ser.

Entropia do feio que fala ao feio
Ser feiura o que vê.

Silêncio nas catacumbas
Das genialidades imprecisas

Rui o edifício do intelecto
Em estereótipos egóicos
De poder:
A racionalidade e evolução
Sistemática
Dos "tacapes" humanos.

Observo,
Sou.

Anderson Carlos Maciel

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