segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

Fluência do rio



O sentido
Se patenteia
A teia tece, na prece
Da sereia que - feia ou
- não feia, mareia
Serpenteia
E arrefece
Qual prece em lua cheia
Paradigma
Das ações

Fica mais fácil
Existe um ponto
Ter exalado
O não ter calado
E ter calado
O não ter exalado

Labirinto suave
Se insinua, nua a verve
Underground do poema
Anos a fio de solidão
Em carne criva
E regras estilísticas
 - Nomear os bois -

Seca a lama
Que origina a dor
E uma bela, feia cerâmica
Se vende na feira burguesa

Mosaico meu de filosofias
Estéticas
Vende-se, obra
Compre-me a lama
Compre-me a cama
Compre quem não me ama
A chama
Que explana o amor
Que me sana o labor

Componho partituras cegas
Vácuo de um certo calor
Anderson Carlos Maciel


Nenhum comentário: