quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

Asas parlamentares



A página insinua um sorriso
Quando, vomitada entranha
Naufraga no açude do signo

Letras e vocábulos bailam
Ao som do vazio de nossos
Punhos coloridos

Já não corta a carne
A navalha

Já não corre a lágrima lutadora!
Já não despudora a vida vindoura
Já não ama a rama que clama
Cama e amarras

Pelos circos observados
Não próprios para crianças
Do amanhã.

A riqueza nos foi levada
A palavra

Resta a piscina de bolinhas
Piscina de cápsulas
Em que brincamos

Ao quintal dos poderosos.
Presos com um paradigma
Em cada dois braços.

Anderson Carlos Maciel

Nenhum comentário: