sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

Fluir Sóis



Banhando-me, hirto
Eu sinto
Eu, sim, sou.

Adereço, sol, sigo
Perigo, nego, ou não nego
O que enfim acabou.

Bocas se fecham
Ao beijo, normalmente.

Sempre negou, papel
Tela, singela letra
Tenro estilo
Deduzo, infiro, que sigo
Só.

Bocas muito molhadas
Acompanham, sim, cognato
Pensamentos rasos
Da forma padrão

Virem o holofote para lá
Para o Pacífico
Específico, são, tão
Si mesmo

Minha letra move
Cruzes, luzes, mares

Quando teus falares e julgares
Julgarem que sabem
Que nada sabem

Estou pleno da mesma
Carniça
Por isso ensino à risca

Dia a dia
Roteirista

Mais um rosto bonito
Naquela tela fascista.

Sãos, tão, cheios de si
A desaguar em mim
Anjo do verdadeiro marfim
Sempre frutose, sacarose
Mas não alcatrão, simbiose,
Ou nicotina peregrina
Pelo Champs Elisée.

Sentirei sim, náusea
E verdade do amor.
Com o sabor da calma
Em meu palato classista
Para classes em riste
Outra vez
Eros e Psiquê.

Anderson Carlos  Maciel

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