terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

Ritmo das ancas globais.


Sub praticada verve
Inconsciente ebulição
Sonata do corpo
                            ( e do )
Espírito
Nuances de Alcatrão.

Sub enleva ritmo o grosso
Fosso da canção

Semeiam as formigas
Antigas
As brigas, garridas,
Da conjugação.

Sim, sou...
Ácido, único,
Sátiro
Nome alemão.

Sob o signo de Aries/Ares
Chuto a boca da solidão

Minha essência é,
Desconhecida, a vida,
Ainda mertiolate teórico
No eólico invento da informação

Teorizam-me os passos
Muitos crassos erros no coração
Sob o entulho da vaidade
Jazem séculos de história
Inconsciente da civilização.

Tua superfície poética
Tão
Letra

Eu horizonte, fluxo,
Refluxo, de sangue,
Suor
Becos,
Nexos, causas, efemérides
Imberbes da nova portentosa
Questão.

Minha palavra jorra
A enferrujar o grilhão
Da alma calma do mestre
Agreste remota e latente
Fremente
Comunicação.

Supõem filosofia
Supõem um homem
Ou não.

Prefiro a loucura dos poetas
Eu também

Do que a mais fremente
Poderosa e belicamente
Lapidada razão.

A escrita é sangue
E minha arma é a letra.

Som ao longe,
Exércitos marcham, marchinhas
Marcharão

Superfícies leguminosas
Da melanina da instrução.

Anderson Carlos Maciel 

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