sexta-feira, 24 de março de 2017

Zumbidos zen-liberais



Às favas
Às lavas
Às salvas
São

Guarnições de versos
Inversos após
Os a sós
E nós
Aquém

Somos
Convergimos, cúmplices
Pelas pontas dos dedos
Retratos e nus velados

A moral, no jornal diário
Não nos contempla o padrão
Astral

Tuas críticas mais raquíticas
Não entabulam meu riso
Ao inverso da maré

Ao cimo cretino ateu
Eu rimo
Divino adeus plebeu

"Póstumo
Para esta geração"

Emerjo espessos universos
Reversos de si
Derramam-se, - ideias -
Tão

Em meu galardão constam
Luas, estrelas (do mar)
Ou não.

Frestas canhestras quais
Finais, teatro, falácia
Refrão.

Não me contemplam a arte
Em parte, destarte, conhecem-me
A mão.

Cuneiformes rascunhos de si
Quão!

Apimentam-se
Zumbideiros neoliberais

A cada passo dual
Das pernas sinestésicas
Metáforas cativas
Nos presídios dos sentidos
Proletários informais.

Evocam valores
Que minha pena, serena
Escrita helena revê
Cavalgar.

Nas matérias cósmicas
Milhões de intelectos-luz
Aquém de uma teoria
Do sentido estético
Reverberam nuances políticas
(recortes de real)

Dicionários e palavras voam
Selvagens por sobre as pradarias
Da técnica
E do amor

Que tornar-se-á clichê
Ao por-do-sol da aurora verde
Autônoma

Nos céus dos meus sábios pelos

Anderson Carlos Maciel 

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