quinta-feira, 6 de abril de 2017

Correios e Cartas de Amor.



Levo a mensagem
Não privatizem a carta-social
No presídio, no Hospital
Na tua tecnologia ocipital

Post Scriptum
Somatize, frize e
Goze, férias

Escrevo, envio,
Envio, selo, sou
Selo
O Elo do que resta
Do que restou
Em posta restante

O Carteiro, o politiqueiro
O carteiro intelecto
Corriqueiro
Intrui
Escreva

Quem sabe,
4 bilhões de cartas-sociais

Quem entregaria
Carta social
Senão o PT
O PMDB quer nos vender
O esqueleto, o cão
O chão
Pelo preço do poder
De ser
Novo anão

Ontem o Sedex
Hoje express
Express expressão
Do povo social cidadão
Carta na mão

Caixa de correio
Ao teu amor, enviar
E quando souberam
- Neoliberais -

(Sem-cartas de amor)
Social valor, nobre
Descobre que:
Não mais haverá
Ou haverá para sempre
Um Estado

De cidadãos que escrevem
Cartas de amor
Cartas sociais
Aos prisioneiros dos presídios
Em quem ninguém pensou
Que não se comunicam
Por e-mails
Pois não tem computador
Nas celas.

Elas, as cartas,
Ela a escrita
Ela, neoliberal, perita
Sociedade - Tão
Em vender

Venderá cartas de amor?
Por preço social?

Enviem 4 bilhões de cartas-sociais...
Anderson Carlos Maciel


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