sábado, 22 de abril de 2017

Sei



Sei que a palavra basta
Bastarda,
Sei que nada sei,
Sei sobre a lei
Sobre o rei
E sobre ninguém

Sei que minha falta
Minha fala
Cala teus sinais
De eternidade
Tão
Deus

Sei que tudo
Sei que nada
Sei que é fava
Consumada

A lágrima emprestada
A solidão que jorrava

A opacidade das mãos
Que não conjugam lábios
A falar
Apenas a si

E mais alguém

Sei dos teus desejos
Sociais
Sim, sei...

Queres os povos
Queres livros novos
Queres tudo
E não queres adeus

Queres o enigma
Queres o escudo
Queres a máscara
Queres o estilo
A conjugação e
Morfologia sintática

Sei que queres
E desejas
Ardentemente
Transcender

Pois traslade
O neoliberalismo que
Nos invade

E sonhe, viva
E deixe para depois

De pronto
Um conto, que conto
A vocês.


 Anderson Carlos Maciel

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