segunda-feira, 29 de maio de 2017

Catacumba do silêncio II



Não,
Metaforizada introdução
Se é que,
Ou ser, serão.

Interpenetrada elite
Admite
Que a pena
Helena
Sub enleva a treva
Sub clareia
O breu

Noto que voto
Ou escrevo, digito
Sou mito
Sou
Interprete-me o verso

Teu crivo adverso
Paina
E manha, (flutua)
Pela rua, na lua
Que frua
O tempo burguês

Sou mares
Sou oceanos
Sou planos geométricos
Sou cadáveres
Dos clássicos

Atemporal
Sigo, perigo, frizo
Então

Abandone o vício
Siga o resquício
Durma no interstício
Fremente luz!

Todo dia,
A água fria da mais valia
Interpela
Pela viela a hipocrisia
Da imagem

Debate-se, lê,
Tão
In-filosofia ética

Meus estudos
Minguam
Minha letra se anuvia

Minha fronte
Ode ao monte Sião

Tempestades de estilos
Informais
Ideias
Rascunhos,
Frutos, frutas
O que mais?

No rol das tuas gargalhadas
De falsa elite
O livro se desfolha
E conscientemente
Se desarrolha
Tua genitália
(Sábia?)
Cobrir-se-á com as capas?
Das tuas rimas fracas
Ou tocará o violoncelo
Amarelo
Do castelo
Das tuas circunscrições
De fel?

Sofra
Abra um livro
Ao menos

Mas livros
E não livros.


Anderson Carlos Maciel

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