sexta-feira, 26 de maio de 2017

Covil das ostras de ontem.



Hermeticamente
Instaurado
Logrado

Ou não logrado
Brado
Suave como o bronze

Às onze estômago
Plebeu

Governos randonômicos
Para parâmetros
Econômicos que o povo
Bobo (Em tempo)
Não escolheu

Sua suave sopa
De serpentes
Celebra féu

Manipulo meus botões
Adequadamente

Ao passo do aço
Reservado ao léxico
Férrico certo por perto tão
Louvo
Louco, ou não,
Ler, lerão, os meus, teus
Vossos
Emplastros de egos
Vomitados no emparedamento
Do self

Narcisos globais
Egos ao avesso
Entropia satânica

Luas de democracias
Para vidas vazias
Laudas lerdas, letras frias
Levam à aporia
E não
À união.

Leem me a mão, tão
Globais carnavais.

Cada um tem o seu preço
Para aquele canal de televisão
Outros que conheço
Conjugam o silêncio
No espaço imenso
Da  atual solidão.

Pitadas solidárias de meus
Panfletos de aurora
Entabulam canora argumentação
Soam ser
Sós

Esperando, aguardando
Nas filas dos labirintos
Em coisas que omito
Velar

Por amar
Qual fossem o que não foram
Seu ser, sua essência
E notas breves
Madeiradas de uma tua

Tão minha
Literatura, agrura da noite
Em que me buscam
No horizonte da deriva

Enigma do meu coração.


Anderson Carlos Maciel

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