sexta-feira, 5 de maio de 2017

Despertar dos padrões




Sobe seguro
O cimo do isopor
O calor do muro

A opacidade, o "furo"
Voto nulo
Autonomia clichê

Poemas nus
E não despertos

Colcha de paradigmas
Estéticos
Ao valor do cansaço

Remetem guerras
Nuances destas terras
Laudas peremptórias
Cuja glória se avizinha
Mercê

Rubor do meu amor
Apenas

Não aspiro
Não infiro
Não afirmo
E você, não lê

Teu ego é metáfora
Eventual
Nas páginas do jornal

Surja diante dos meus olhos
Sonoro
São
Tão
Livro

Prometo lágrimas
Que não cumpro
Sofrimento que não ilumino
Ou saga que não encerro

Surja canoro poema
Em literatura serena
No horizonte desta viela
Das paredes do meu ego
Das vestimentas
Que não me traduzem

Sempiterno espelho
Esmera-se em significar
Ponte estrutural

Que ruirá ao templo
De Palas Atena

Anderson Carlos Maciel

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