sexta-feira, 5 de maio de 2017

Ode à lira de Apolo




Extinto o instinto,
Nômade
Perambulo pelo muro
Peregrino

Presente de grego,
No horizonte dos teus
Em verdade, em verdade
Vos digo.

O que não é
E o que é?

Sou.
E basta

Compre aquela pasta
Controle o que gasta

Perca
Peso

Sonhe desperto (a)!

Leve lauda moral
Teu quintal tem flores selvagens
Cuja rebobinagem
Estafa
Estressa e não
Entretém

Matamos a Globo
- Intelectuais -
E não oferecem ao povo
Mais, - que os seus, sim -
Bacanais astrais.

É necessário transcender
É
Por sobre pontes
Por sobre os ontens.
Por sobre a carcaça das horas
A ver se há melhora
A cunhar tamanha penhora
A enlevar multidões
Pelos porões
Do livro

Noites adentro,
Rios afora.

A beleza que se avizinha,
Senhora
Estética canora
Das forças de outrora

Some
Reverbere
Devaneio

Mais que triste desespero
Catapulta
Dos falsos sofredores

Circunscrição
De vazio

Passo para a redenção
Morfológico-sintática.

Anderson Carlos Maciel

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