terça-feira, 6 de junho de 2017

Catacumba das identidades visuais

A fonte, frondosa
Goza

Não passe, dicionário
Aviário, rota ou norma
A alcançar o seu fim

Poleiro, métrica e
Loquaz

Faz-se assim

A mim ensina, ensine
O mestre da ciência paulatina
Revira e vira o poema

Suga-lhe o sangue
Planta-lhe flores de doce perfume
Nota e anota

Que brota em ti, em vós
Noites a sós
Sem
Culpa

Ademais teu estilo
Teus "grilos"

Tua vigília
(Por que não dorme?)

Sigo rumo norte
Operário cuja sorte é ver
Velar, velejar, evanescer

Em auras
Em ouro, em couro duro
Água fria, brindo

Se jaz, seja findo
Ou

Se cala, seja silêncio
Tão
Luz

Se ama, proteja
As águas a não turvar

Não defina,
Rima acima e abaixo
Deixo léxico, sexo saxão
Facção astral

Anuncia-se
Alcatrão, salada de informação
Cada dia
Em que me desfaço
Cromossomos de aço

Inoxidável paixão.

Anderson Carlos Maciel

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