segunda-feira, 12 de junho de 2017

Encruzilhadas Curitibanas (Sobre a essência da lira)


A forma dorme, longe
Como seiva, oxidada
Noites adentro.

Com tantos deuses
Gregos

Belos, bons, superiores

Tenho de trombar letras
Aos não-seres
Das encruzilhadas
Pseudo líricas

Não requeiro a batalha
Propósito vão.

O amor se conquista
Na revista
Na dor e não na 
                    humilhação.

Aos longes edições
Perfumadas, dileto meu.
Eu a sonhar cadeados
Aos teus brados 

Holofotes teus e meus.

Pois se

A poesia da galinha preta
Não me seduziria?

Receio, emparelho, sinal
Digital
Em dizer que não.

Apolo, entediado nutre
Peçonha
Mas não se envergonha

De ser não-deus.

Voto consciente, volto
Ó onipotente dual,
Psicanálise, mil páginas 
Da autoridade e do poder

Ajustam e reajustam por ali
Os botões
Da TV, - atinando -
Quão
Lira magnificente

No poente, aurora
Sempre presente

Votos singulares 
Em falares e reviver
Nuances refrescantes
Hortelã e menta.

Exércitos de homens
Não sós

Piedade, vaidade, ora sim
Ora volver.

Remanejo horizontes e 
Catapulto antologias
Ao reverberar notas bestas
Lembram-se de sexta
Em que a fresta canhestra
Esvai-se de luz
Aporética não dogmática
Em se fechar.

Acarinhados pelo verbo
Regozijam-se na lama
Medicinal.

Afinal

Prezado leitor.

Anderson Carlos Maciel

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