sábado, 10 de junho de 2017

Eu e o Dalton


A coragem que reage ao vento
Pleito de si a reproduzir a contento
Tempo
Tanto
Tento, para o respeito.

Ao leito que não se quer sedento.

Nuances venéreas respaldam
Teoria estética.

Orbitam sóis e mundos e abstraem
E traem
Traem
Sentido, logram... Se logram os idos
E vindos latidos nas ruas
Gruas e suásticas suas.
Acalentadas no peito iletrado.

Que ressalta o poder do livro.
(Pois tudo são capas)

Diretamente o discurso direto
O veto e o jornal
Ao mar a isca formosa
Rosa e prosa de ser faísca
Verde
Psicanalizara, verdade.

Um ombro me evade
Dos mil homens aos quais eu
Plebeu
Compunha a cidade.

As mulheres me sussurram
Afetos literários
Canários canoros em terras
E fronteiras por que as invadem

Adereços tão, - de homens.
Se os conheço,
Não os li a referenciar
Bibliograficamente.

Minha mãe enjaula flores
Nas dores de visinhas
Por ser de amores as coisas
Cretinas a imago da poesia
Eu fazia que era minha
A idéia que elas tinham

Simplifiquei o léxico
E gargalharam clichês

Lembrava que trazia a fonte
Junto ao bolso
Apenas

Hoje me leem as notícias
Enxergo em patamares
De envergares de falares
Que sequer requeiro a pista.

Não controlo a liberdade do artista.
Sou paradigma, repentista
Sou classista, vernáculo fado
Não escravagista
Cujas asas supõem voos
- Aprenderam -

No toilet homens sérios
Higienizam suas partes
Com páginas perfumadas

A entabular conversação
Para a próxima entoada
Rotular a canção

Iludir o pão
Assistir às mesmas novelas
Globais

E caçar intelectuais

Eu e o Dalton.

Anderson Carlos Maciel

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