sábado, 17 de junho de 2017

O sentido da existência


(Da câmera)

As noites unidas
Em floradas negras

Sobressaem-se transparências
No jogo das tristezas

Suave como o breu
Plebeu por sobre os altos
Intelectos de si, corpo.
Quão!

Jaz a poesia,
Jaz a fantasia nas telas
Em vielas de sentido
Como se findo
Como se garrido

Uma faísca verde
Contorna o universo clichê
Emerje o real, - sinal
Da TV, digital.

Ao final da chavão
Emoção em me ver

Nota, -- e anota.
Consciente, da gente
Fremente, portas, suásticas
Elásticas como látex
Relax
Facções exatas, atas
Do supremo poder.

Sim, uma faísca verde
Perene de sóis bemóis
Enlua, enluta, luta contra
O ser.

Descreve e projeta a seta
Como meta pura da agrura
De viver.

De estrutura em estrura
Ler, levar, lar, louvor
Ou calor, ou telepatia fria

Na estrebaria do que sentia
Evanescer

Seu espetáculo jogava as cartas
Nas atas dos meus fóruns
Cíveis

Entabulei
Criei

O sonho desperta Morfeu
Que conclui o parâmetro
Divino
Do uso da palavra pelos mortais.

Se a gargalhada do teu destino
Não se repete mais

De telas a telas que vão
Vão
Se fechando - verbo
Não
Não celebrando - servo
Nervos e dores e amores

E audiências de verde brilho.

Anderson Carlos Maciel


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