quinta-feira, 15 de junho de 2017

Rios venosos, rios alados



As planárias, estapafúrdias
Surdas e clichês, vituperam
Sem eu, sem você.

Sonho, sedento, seco, solto
Salvo pelo armistício,
Fictício do poder.

As horas bailam ao relógio
Baby.

Os dias entabulam planilhas
De não ser.

Meu amigo sorve a vodka
Pródiga nórdica em português

Um ou outro parasito
Seca, - aflito - ao sol
Da beleza chavão.

Homero canta, todavia
Aporia, ou não?
No Champs Elisée.

A lira de Apolo regressa
Sem pressa
Ao solo, aos modos
Imperativos
Redivivos do deus.

Nuances de sonho
Reverberam oceanos,
Impermanentes planos
Inconscientes quadros, esquadros
Prumos,
Rumos,
Sumos sacerdotes dos porquês.

As páginas dançam ciranda,
Em gargalhadas brandas,
Em brincadeiras,
De bom gosto, este mês.

O inferno gela, congela,
pagão, alcatrão,
Lugar comum, mais que esse,
Tão, não!

Revelam-se ondas, tontas
Frondosas e brancas
De virtual poder.

Mudo o mundo em 2 cliques.

Com afeto, certo, por perto
Universo
Em versos brancos

Encanto em rima rara
Em searas e searas

Que volverei a compor
Copiosa a dor,
Valoroso o amor
Unguento de calor

Sou

E passarei ...

Como todo rio alado.

Anderson Carlos Maciel


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