segunda-feira, 26 de junho de 2017

Seleção não natural.



Indiferente sigo,
Sou rio, frio e luar

Minhas vestes
De geometrias frias

Fremente luz dos dias
Sim.

Evanesço
Cresço, pra quê?

Sobro
Sofro
Sempre

Selados os fragmentos
Da alma
Com unguentos de horas

A penhora do "self"

Em rimas, versos,
Cadência, regência
Ciência

E a velha religião
Vestígios do poder

Nas matas do amor
próprio.

A pólvora verde
Sedenta de fogo santo
Roubado dos céus

E seus muitos dedos
Amarelos sacerdotais

Câmeras alaranjadas
Do ceticismo jurídico
Penal

Paradoxo da pimenta
Da grécia

Geração infértil da literatura
Flagra beijos não dados

Em bocas que não se fecham.

Apenas.


Desmentindo o que diz Platão.

Anderson Carlos Maciel

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