terça-feira, 13 de junho de 2017

Ventos azuis do silêncio



Sobre catártica Antártida
Destarte fada.
Ela, pejorativa flexão nominal
Consumada.

O símbolo, - o falante
Do idioma.

Gargalha a armadilha forjada.
Seus quatro dentes da esperteza
Catapulta-nos à realeza
Estipula-nos o ser.

Suave soro sorumbático
Simula ser sábio, ao léu
Ao céu dos outros, que não
Si mesmo
Quão
Foro íntimo, "déja vu"

Estipulo por minha vez
O teu caminho, pergaminho
Marinho, reler, rever e ver
Tergiversado, celebrado ouro
Dourado
Pretérito menos-que-perfeito
Com a permissão
- Associação beneficente da moral -
Em ser o ser tal e tal
No teu carnaval
Pela TV.

Sim a velha TV rósea
A que ela costumava assistir
Seus programas

Hoje finge que ama
Hoje relaxa e trova
Hoje comemora, vespa
Melífluga e tez

Qual noticiário elencou
O artista
Capaz, semiótico tótem
(Póstumo para essa geração)
A amar (De Platão em Platão)
Teu zelo clichê.

Libertei tuas quimeras
Configurei teus inconscientes
Analisei tua dor.

Hoje, pleno ditador do silêncio
Reservo-me odes de carícias
Resquício de poder
Aos ventos
Tempos em tempos
Suaves
Semibreves, colcheias da situação
Em que pela mão
Esteves a me conduzir.

Anotei que eu componho sobre
A pauta pobre
Dobre o dobro do lodo em que iria
Me circunscrever.

Lama, medicinal

Chafurdo-me em luz.

Como a lavagem humilde
Do paraíso da contemplação

Sonhando com a canção
Que mortal algum

Irá escrever.

Anderson Carlos Maciel

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