terça-feira, 8 de agosto de 2017



Conhece-te a ti mesmo
                 (Oráculo de Apolo)

Não pelo sentimento,
Vácuo, ou árduo - voga
Nem pelos medos
Ou
Piedades suscitadas

Não há rumo, não há cimo
Não há rima, não há colo
Ou solo rio acima, ainda
Finda
Ou não finda,
Se quer, se não quer, veja
Enseja o sol o teu caminho
Metabólico.

Não há, céus abaixo
Se acho, se não acho
Achismo, facho simétrico
Para o bolo indolor dos
Reinos das sombras
Impostos às nossas luzes
Pós-iluministas.

Outrem resguarda a farda
Em calda, cadáver e carta
Qual aquilo que não me falta
Qual semblante moral
Agoniza
Granizo e tez de féu granulado
Nas sopas de alguém.

Vomitam sóis
Devoram luas

Reagem ao inverso do verso
Por desconhecer o enigma de si
Tão certo

Quanto dois mais dois
São sós.

Não me conte, não me fale
Não me ensine
O sabor do beijo

Implorando piedade e
Ajuizando critérios do ser

Superior

Sou entremeios, meus colares
Falares
E refreios, inculcado nos veios
Do pretérito singular.

Nem tuas mil montanhas.
Nem teus quinhentos vales
E nem teu insosso mar.

Trariam os olhares paradisíacos
Para a eternidade

Serena


Do meu versejar.

Anderson Carlos Maciel


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