quinta-feira, 3 de agosto de 2017

Pátria armada


Um arquipélago, uma alcateia
Uma platéia
Uma ideia

Longe se vão os olhos carniceiros
Dispamo-nos de nossas carnes

Flua o rio de sangue

Pétreo engenho ou
Empresa, nuance, radiação.

A racionalidade é uma surpresa
Que jaz no coração, dentre
Olhos, dias, dentes, armas
Rios poluídos
E cérebros evoluídos pela
Irreal perfeição.

Mudaremos o mundo
Onde pisamos, diariamente
Basta de florear as palavras
Basta de respirar o ar

As notícias cavalgam virtudes
Ao que se alude ou não se alude
Sói ser o exemplo tão raro.

Pois noites em claro
Pois sóis ao luar.

Náufragos do mar
De excremento moral
Da vida pública brasileira
Aquiescem o ser, filosofia

Em dia-a-dia, a vida vazia
Diz morte ao capital.

Sou o pároco iluminista
Da razão artista
Inserção e pão
Quando benquista se eleva
Por patamares de igualdade
Das páginas do livro
Que ninguém lê antes de opinar.

Reverbero fluídos
Horizontais, cardeais do nascer
Da consciência e forma

Nuances do belo estético
Lodaçal de ignorância

Pois uma criança
Olhos inconclusos

Escárnio proto-patriótico
Salutar.

Anderson Carlos Maciel

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