quinta-feira, 3 de maio de 2018

Nas esquinas do firmamento ( Um passo para a infinita fonte gozoza)


Anderson Carlos Maciel


Escrevo coisas bobas no papel,
Que depois edito.

Sou redação.
Se evito, se reflito, os teus olhos
Sobre o papel (tela)

Não tenho a necessidade,
De provas da identidade
Que não me darão.

Meu pai se dizia vítima do sistema
Ao prover a seriema que povos
Constataram
Em poemas
Da mais fina expressão.

Queres olhos, mãos, nuances
Humanas, seres, intelectos
Ao preço da consagração.

Minhas letras enigmáticas,
Meus rótulos que caem
No sangrento chão.

Pessoas que se abstraem
Orelhas de livros,
Mariposas alegres que se dotam
De amores coletivos
Corações

"O filósofo busca a virtude"
Dirão.

Apolo empunha a lira,
Que os teus refreiam em tenra
Combustão.

A letra, torta, não torta,
Expressa a agonia que jaz
Lenta sofreguidão

Amor, amor, amor
Quem não sentiu mais que fogo

Explique tudo ao sábio Platão.


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