sexta-feira, 11 de maio de 2018

O dourado do anfitrião



Nem tudo que fede é globo
Pois de mais a mais
O cais
E os tolos.

Impressionara-se o tato
E despedaça-se o arauto

Persuadidos por rótulos
Invocam a mim, meu eu
E ser.

O sarcamo é pertinente,
O vazio é recorrente,
A linguagem é simples,
E a lágrima escorre
No oráculo do segredo
De Apolo.

Enxergo sempre em patamares
E quebro os paradigmas, do clichê

Os projetos do anfitrião tocam
O solo arenoso de si e de lá
Como se acolá houvesse
Sabedoria e filosofia
E, filosofia não há.

Teria a água fria encantado
A estrebaria, ou,
A alegoria que se esvazia
Reclama o maná?

Rudemente insábios, jazem
Jazemos inumildes,

Tergiverso o caminho em metáforas
(Da redação)
A versejar teu lirismo de bronze
Do bronze dos teus.

Falaria a aporia
Aos corações inprojetáveis
Que reclamaram poesia
Às inférteis flores do amanhã.

Escorrem páginas de minha
Solidão aberta,
Em mídia viva.

E a carniça que se esquiva
É rediviva ogiva literária

Adubo para a imaginação
Florir holofotes

Que não logram o brilho
Dos olhos do meu bem.
Anderson Carlos Maciel

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