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quinta-feira, 28 de abril de 2016

À MINHA QUERIDA PIRAÍ DO SUL


(George Abrão)

Piraí do Sul, minha terra-mãe adotiva,
Neste seu dia magno e glorioso,
Só quero agradecer por seu acolhimento,
E por seu carinho, nos tempos que aí vivi.
Que no seu solo abençoado, sempre haja pujança;
Que para seu povo cortês e amigo, sempre haja alegria.
E que você caminhe a passos largos, minha bela Piraí,
Para o seu grande e próspero futuro.
Que Deus e Nossa Senhora das Brotas a abençoem

E abençoem o seu povo, meus irmãos de ontem e sempre!

segunda-feira, 19 de outubro de 2015

História de um grande amor


Ela chamava-se Geni, ele José. Ela, membro de tradicional família piraiense, morava num sobrado na avenida principal da cidade; ele, membro de uma família de imigrantes poloneses era morador na Colônia do Bonsucesso.
Em meados do século passado, conheceram-se, identificaram-se e se apaixonaram. Só que a família da moça não viu com bons olhos aquele namoro e ela, criada nos mais rígidos princípios e obediente aos pais, fez José ver que o seu amor era impossível. E ele, entendendo os seus motivos, afastou-se.
Passaram-se os anos: José casou-se com outra moça, teve filhos e vivia em harmonia com a sua família. Geni continuou solteira e às vezes, da janela do seu sobrado, via-o passar na rua defronte.
Um dia, no fim do século, José enviuvou, depois de um longo tempo de feliz matrimônio. Então, quis o destino que ele e Geni se reencontrassem e que a chama daquele amor antigo se reacendesse.
Depois de algum tempo de colóquio, resolveram se casar, embora os dois já estivessem com média idade. Viveriam os seus últimos anos com a felicidade que lhes fora negada outrora. Casaram-se e passaram a desfrutar de uma convivência madura e feliz.
Mas, como muitas vezes ocorre, a sorte lhes pregou uma peça: pouco, bem pouco tempo depois de casados, José estava retornando de sua chácara em uma bicicleta. Numa rua de terra e bem acidentada, com um valo em uma das suas laterais, o veículo derrapou e caiu com José dentro dele. Por infelicidade, José bateu com a cabeça em uma pedra, vindo a falecer.
E Geni, privada mais uma vez daquela doce ventura, continuou lá, nos seu sobrado.

George Abrão

quinta-feira, 24 de setembro de 2015

SERENATAS


Nas quentes madrugadas do estio, de repente ouvia-se, como se surgida do nada, as vozes dos cantores acompanhadas por seus instrumentos, geralmente sob alguma janela do quarto de uma jovem ou mesmo para alguma família amiga.
E como era bom acordar com as músicas românticas, próprias para serenata, esmeradamente executadas pelos amigos em nossa homenagem. Recebemos várias as quais guardamos com carinho inolvidável em nossas memórias.
Em Piraí do Sul havia um grupo de amigos que sempre nos presenteava com a sua maravilhosa música noturnal - só não cito os nomes dos componentes para não cair no pecado de esquecer-me de alguém - . Então, esperávamos que cantassem algumas delas para degustarmos um pouco mais aqueles momentos encantadores e, só depois, acendíamos a luz e os convidávamos a entrar.
E aí, entre alguns petiscos e alguma bebida, o “papo” rolava intercalado por mais algumas peças musicais, até quase ao amanhecer.
Bons tempos e boas recordações de uma terra encantadora e mágica, onde as pessoas ainda tinham tempo para encantar os seus amigos

Jorge Abrão

ABNEGADOS


Em todas as cidades, principalmente nas de pequeno porte, onde todos conhecem todos, sempre existiram e existem pessoas conhecidas por sua dedicação ao próximo que, mesmo depois de seus passamentos, vivem nas memórias de todos que as conheceram.
Em Piraí do Sul não é diferente, e um exemplo marcante desses abnegados foi o casal Dinorá Quirilo Milléo e Sanito Milléo - dona Didi e seu Tota -. Muito embora fossem comerciantes na área da saúde, proprietários de farmácia, sempre extrapolaram as suas funções, procurando ajudar os que não tinham recursos para manter os seus tratamentos, saindo de casa a qualquer hora do dia ou da noite para aplicar injeções nos doentes, de alguma forma tentando aliviar a dor e o sofrimento de seus concidadãos. Eram altruístas por excelência.
Dona Didi, com seu sorriso cativante e sua voz cadenciada, encantava a todos com a meiguice e o carinho que lhes eram peculiares, nunca se ouviu dizer que tivesse rusgas com quem quer que fosse. Além desses seus predicados, somem-se ao fato de ser uma excelente dona de casa, dedicada à culinária, fazendo sempre cursos de aperfeiçoamento e confeccionando pratos diversos para brindar os seus familiares e amigos.
Seu Tota, com a sua simplicidade e seu modo de ser, era homem de muitos amigos e a quem todos queriam bem. Além do seu mister no comércio, gostava muito da vida no campo e tinha uma chácara onde criava, plantava e passava os seus momentos livres.

E são pessoas devotadas como eles que ajudam e ajudaram a construir uma cidade mais humana e singular como é Piraí do Sul.

Jorge Abrão

CONCURSO DE CRÔNICAS E POEMAS "PIRAÍ DE ANTIGAMENTE"

JOIA DA SERRA DAS FURNAS




Quanto encanto nos morros que a cercam,
E quanto verdor nas matas que os recobrem,
Quanta beleza nessas molduras naturais,
Da cidadezinha que é uma linda joia,
Encravada na Serra das Furnas!
Todos que a conhecem se apaixonam,
Se ficam, é como seus filhos fossem,
E se partem, sempre querem voltar.
Pois quem bebe a sua água e respira seu ar,
Jamais a deixará de amar, jamais a olvidará.
Assim é Piraí do Sul, terra bela e amada,
Berço de grandes homens dos quais se orgulha.
Relicário de Nossa Senhora, São José e do Menino Deus,
Sítio de muita fé e de grande religiosidade.

Um cabedal de riquezas históricas e culturais.

George Abrão 

CONCURSO DE CRÔNICAS E POEMAS "PIRAÍ DE ANTIGAMENTE"

Nossa Infância


Nossa infância em Pirai foi repleta de alegrias, brincadeiras e peraltices.
Vou simplesmente relatar alguns fatos, esperando que “os personagens” se identifiquem e curtam estas lembranças.
Quem se lembra de algumas pescarias e acampamentos no tanque de uma olaria lá no Butiá? Quando era fisgado algum peixe (cará, lambari ou traíra) saímos correndo e gritando:
- Batatinhaaaaaaaaaaaaaaaaaa!
Naquela mesma propriedade fizemos algumas “maldades”, tais como: caçar rolinhas, fazer guerras de pelota de argila e até mesmo assar churrasco na boca do forno de queima de tijolos.
Sem contar que num certo dia, no retorno para a cidade, todos de bicicleta (naquele tempo era bicicleta e não bike) ouvimos um forte barulho oriundo do mato, nas proximidades da bica de água; lembro só do “tropé”; teve um que até carregou a bicicleta nos lombos....
E o campinho da Gerça, quantos “corridões” levamos. Um dos “atletas”, quando ficava irritado, levava as traves e a bola para sua casa.
Tinha também o barracão aonde íamos “caçar” morcegos, ou melhor: “vampiros” para dar mais emoção.
O tanque do Zé Mico, onde tomamos muitos banhos e também muitas pescarias.
As “praínhas” do Vete, do Orestes e da Apolônia, refrescaram muito de nós; quantas vezes (muitas escondidas de nossos pais) frequentamos aqueles locais?
O time de futebol de salão do “Paraná”, cujos treinamentos eram realizados na quadra do Clube União Piraiense, disputando varias partidas nas cidades da região;
Numa das viagens, acho que para Carambeí, um dos nossos amigos, hoje comerciante, chegou num restaurante e foi perguntando: “O moço, quanto sai este kochito?”, se referindo ao chocolate da moda: Chokito.
O morrinho, local de manobras da estrada de ferro, aparentava ser uma elevação gigante, da qual descíamos felizes a bordo de pedaços de papelão.
São apenas algumas reminiscências, cujo objetivo principal é relembrar nossos bons tempos na nossa terra natal.

George Abrão

CONCURSO DE CRÔNICAS E POEMAS "PIRAÍ DE ANTIGAMENTE"

A ESTAÇÃO


Ao longe se ouvia um apito dolente e, logo após, o “blém-blém-blém” do sino dando o “pode” para que o comboio adentrasse o pátio da estação.
E a maria-fumaça chegava célere e resfolegante, soltando chispas pela chaminé, soberba e majestosa, sobre os trilhos de ferro que a conduziam ao seu destino.
E nos domingos à tarde, a plataforma da graciosa estaçãozinha de madeira ficava apinhada de piraienses - moças e rapazes – que lá iam para assistir a passagem do trem de passageiros. E isso era uma festa, pois na estação o trem ficava por algum tempo para que os passageiros pudessem descer e “esticar as pernas”, ou até mesmo fazer um lanche no boteco lá existente.
E nessas paradas nasceram muitos amores platônicos, alguns namoros e até casamento entre passageiros e habitantes locais.
Mais tarde a maria-fumaça foi aposentada, vindo em seu lugar as deselegantes locomotivas movidas a óleo diesel que mesmo sendo feias, cumpriram por muito tempo a sua missão. Os trens de passageiros também foram extintos, ficando somente os de carga, perdendo a estação o seu encanto das tardes de domingo.
Com o passar do tempo e com as rodovias sendo pavimentadas, até os trens de carga se acabaram, mas a velha estação manteve-se lá, encantadora, tendo como cenário de fundo o serro piraiense e sendo símbolo de uma época que deixou saudades.
E como era bom ver a estação no final da avenida, pois embora inativa, quando por lá passávamos, parecia-nos ainda ouvir o apito, o sino e o burburinho em sua plataforma. Só que numa noite fatídica, vândalos incendiaram aquele que era um dos símbolos da pacata Piraí do Sul. Ao amanhecer, só restavam um monte de cinzas e carvões, ainda fumegantes,
Hoje, a querida estação só existe em algumas fotos e em imagens nas lembranças dos piraienses, que saudosos, sempre relembram da sua estação.

George Abrão


CONCURSO DE CRÔNICAS E POEMAS "PIRAÍ DE ANTIGAMENTE"

A RAINHA DE PIRAÍ DO SUL


Foi numa ensolarada tarde de domingo de 2002 que ela retornou a Piraí do Sul, para novamente reinar no local de onde nunca deveria ter saído.
E então, naquele abençoado dia ela voltava caprichosamente restaurada, e o povo piraiense, que já algum tempo estava sem a sua rainha, festejou, louvou, acenou e rezou, acompanhando-a até ao seu palácio, no meio de um belo bosque, de onde ela fora, há cerca de um ano, rapinada por vândalos ímpios e cruéis, que depois a laceraram e a jogaram no mato.
E a bela imagem em cedro de Nossa Senhora das Brotas, Rainha de Piraí do Sul, que há anos fora confeccionada em Portugal, encomendada por Frei Guido Husman, no meio de muita festa, foi novamente entronizada na bela capela onde fica exposta, aguardando seus filhos fiéis que sempre estão lá, pedindo-Lhe a benção e proteção ou agradecendo por graça alcançada através da Sua intercessão, principalmente em todo dia 27 de dezembro, dia da grande festa em sua homenagem.
Nossa Senhora das Brotas, Padroeira dos Tropeiros, protetora do gado, agricultura, doentes e necessitados, cujo culto em Piraí do Sul deu-se no ano de 1808, quando uma sua estampa foi trazida por Santo Antonio de Santana Galvão e deixada com uma família.

Nossa Senhora das Brotas, Rainha de Piraí do Sul!

George Abrão

CONCURSO DE CRÔNICAS E POEMAS "PIRAÍ DE ANTIGAMENTE"

O SACI DE PIRAÍ


Quase todas as noites meu pai contava histórias para as filhas pequenas pegarem no sono. Sentava numa cadeira colocada entre as camas e invariavelmente começava assim: “Quando eu era guri, em Pirai...”.
E aí lá vinha o saci-pererê, que morava embaixo da ponte, onde ficava pitando um cachimbo, cuja “fumacinha” subia e passava pelas frestas dos tabuões, intrigando os passantes. Certa vez o cavalo da carroça do Joaquim Barrigudo empacou, levantando as orelhas, assustado. Ôooou, ôooou, tentava o carroceiro, mas nada do animal sair do lugar. Esse saci era o responsável por coisas muito estranhas que aconteciam. Certa vez os meninos tinham ido tomar banho no tanque da serraria, escondidos dos pais, como sempre. Por isso as roupas tinham que ser mantidas sequinhas, estendidas nas moitas de capim. Quando saíram da água, na hora de ir embora, as roupas tinham sumido. Já cansados de tanto procurar, resolveram que era melhor esperar anoitecer para não serem vistos pelados andando pelas ruas. Bronca na certa! Coisa do saci, só podia ser! Esse moleque de uma perna só, que ninguém via, tinha o hábito de dar nó nos rabos das vacas durante a noite. De manhã, na hora da ordenha, era uma trabalheira danada. Ele também gostava de esconder tudo em casa. Sumia algo, era o saci. Certeza que tinha passado por ali. Até pouco tempo atrás, confesso, eu tinha dúvidas se as histórias eram inventadas ou se tudo realmente aconteceu. Mas ao encontrar na internet uma fotografia do Joaquim Barrigudo e seu carroção, pude comprovar: era tudo verdade mesmo!

Meu pai nos deixou há pouco tempo, e em todos esses anos eu só estive em Piraí de passagem, mas esse lugar mágico, onde coisas incríveis podem acontecer, existe! E embaixo de alguma ponte, lá em Piraí, deve estar pitando um moleque arteiro, tramando a próxima travessura.

Jorge Abrão
CONCURSO DE CRÔNICAS E POEMAS "PIRAÍ DE ANTIGAMENTE"

ODE A PIRAÍ DO SUL


Piraí, terra de Nossa Senhora das Brotas,
De São José e do menino Deus,
Dessa trindade sagrada que abençoa o seu povo,
Que a torna berço de fé e de religiosidade!
Piraí do Bosque das Brotas, do Morro da Nhá Gica,
Da Vila Bethania, da Fonte do Bicão.
Da singeleza das suas praças e das suas ruas,
Dos seus bairros rurais e de seus campos em flor!
Do Campo da Baixada e do Ginásio de Esportes,
Dos grandes bailes e das antigas serestas,
Dos antigos cinemas: Íris e Imperial,
Dos belos pinheiros e das suas palmeiras!
Ah, minha querida Piraí!
Pequena cidade, encantadora e hospitaleira,
De um povo acolhedor, alegre e bondoso,

Você é tudo isso e muito, muito mais!

Jorge Abrão
CONCURSO DE CRÔNICAS E POEMAS "PIRAÍ DE ANTIGAMENTE"

HOMENAGEM A PIRAÍ DO SUL


Piraí querida!
Quanto lembrar de você
Lembranças tão boas...
Saudades que trago em mim
Da sua gente bondosa
Da acolhida generosa
Com que você nos recebeu
Quando, anos e anos atrás,
Fizemos aí nossa morada;
Não foi por muito tempo
Mas o suficiente
Para você nos cativar
E não querer ir embora
Nunca, nunca mais ...
Mas nós continuamos aí
Pois você está em nós
Impregnada na alma
Do sentir seu sangue bom...
Trazemos conosco,
O manto com o qual,
Ao chegarmos nos cobriu...
Piraí de mim
Dos meus
Piraí dos seus
Onde aponta o dedo de Deus
Pra abençoá-la ainda mais...
Piraí dos meus ais de saudade
Mãe da tranquilidade
E da paz que é de você...
Piraí das graças
Das praças
De raça boa
Piraí das matas verdes
Do matar da sede
Daqueles que sedentos
Buscam a sua acolhida
Pra se sentirem em casa...
Piraí das grandes araucárias
Com seus pinhões colhidos no chão
Assados lá mesmo sob as árvores
Ah... quanto fiz isso... que saudade...
Piraí das hortências e agapantos
Brotados assim... tão azuis,
Nos canteiros dos jardins...
Saudosa e alegre Piraí do Sul
Dos bailes tão animados
Dos tantos amigos deixados
Porém nunca, nunca esquecidos...
Piraí de Nossa Senhora
Das Brotas, do santuário,
Das barraquinhas lotadas
De tantos penduricalhos
Contornando a bela igreja
Bem no centro, imponente
Toda cercada de gente
Festejando, congraçando
Alto-falante animando
Cabreúva não faltava
E as pipocas pipocando,
Alegria em profusão
Crianças de lá pra cá
Ah, meu Deus...como era bom...
Que saudade isso me dá...
E então, o que dizer
Do colégio lá no alto
Tão lindo, tão majestoso
Cartão postal da cidade
Onde sempre imperou
E creio que ainda impera
Excelente educação...
Irmãzinhas Marcelinas,
Coração e alma boas
Vocês sempre tão presentes
Me ajudaram em tantas coisas
Ensinaram o melhor
Para os meus queridos filhos
Quando eles tão crianças
Tiveram o privilégio
De estudar aí com vocês...
Piraí, tão terna e eterna
Cidade do coração
Paixão pela sua gente
Amor pelo seu solo
Que nos dias muito frios
Me aqueceu com seu colo
Nos fez gostar de você
Feito fôssemos seus filhos;
Piraí... quanta saudade
Dos nossos tantos amigos
Ah... que saudade eu tenho
Dos amigos dos meus filhos
Daqueles ajuntamentos
Bem em frente à nossa casa...
Saudades das serenatas
Saudades dos meus vizinhos
Tão amáveis... tão solícitos...
Volto aí e me deparo
Com tantos... tão sempre iguais...
Gente que nunca envelhece
Volto aí e percebo que ao crescer,
Você Piraí querida
Se tornou mais bela ainda...
Volto aí, e recebo de todos
O mesmo acolhimento
Que eu sempre recebi.
Que saudades, minha linda...
Beijo você tantas vezes
E me curvo em gratidão
Piraí, amor eterno
Guardado dentro de mim

Bem aqui no coração...

Jorge Abrão.
CONCURSO DE CRÔNICAS E POEMAS "PIRAÍ DE ANTIGAMENTE"

PIRAÍ DO SUL: UM BERÇO DE CULTURA


Uma cidade de formações, onde nasceram os mais ilustres cidadãos!
Do mais simples matuto, muito astuto ao comandante de um vasto chão!
Uma cultura apreciada no estado inteiro: o “Paranazão !
Somos conhecidos, somos fortes e unidos! Salve Piraí, terra querida,
Que jamais será esquecida por quem tomou a água do Bicão!


George Abrão 

CONCURSO DE CRÔNICAS E POEMAS "PIRAÍ DE ANTIGAMENTE"

O PERFUME DA GIESTA


No início da primavera, à noite, em Piraí do Sul, um doce e delicado perfume invadia o ar. Era o início da florada da giesta, uma planta arbustiva que produzia belas e olorosas flores amarelas, ficando recoberto por elas. E como em Piraí muita gente a tinha plantada em seus jardins, na cidade toda, os moradores deliciavam-se com ele.
Sobre a giesta existe uma história muito bonita, pois depois de Jesus nascer, o Rei Herodes mandou matar todos os meninos recém-nascidos para eliminá-lo. Só que, um dos ajudantes do cruel rei, para evitar que se matassem muitas crianças, sugeriu que na porta da casa de Jesus se colocasse um ramo de giesta, pois dessa forma os soldados de Herodes saberiam onde o Menino estava. Porém, no dia seguinte, quando os soldados procuraram a casa ficaram espantados, porque todas as casas estavam enfeitadas com gistas nas portas. Dessa forma, essa bela planta está associada à tentativa infrutífera de matar Jesus.
E por isso, em Portugal, na sua região norte, a todos os dias 1º de maio é comum ver-se ramos de giestas decorando as portas das casas, pois segundo a crença popular, a giesta tem a propriedade de afastar o diabo e o mau-olhado das casas.
Coincidência ou não, como o Senhor Menino Deus é o padroeiro da cidade de Piraí do Sul, talvez a profusão de giestas que lá existiam, ou ainda existem, esteja relacionada com isso, pois esta linda e aromática flor significa preferência e renovação.



George Abrão 
CONCURSO DE CRÔNICAS E POEMAS "PIRAÍ DE ANTIGAMENTE"