aedoscuritibanos
terça-feira, 24 de setembro de 2013
ÁRVORE
cego
de ser raiz
imóvel
de me ascender caule
múltiplo
de ser folha
aprendo
a ser árvore
enquanto
iludo a morte
na folha tombada do tempo
© MIA COUTO
In Raiz de Orvalho e outros poemas
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