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sexta-feira, 15 de julho de 2016

Trigonometria do teu corpo



Reticente me embriago
no improviso do teu canto
E no imprevisto do afago
Sonho a lua prateando
os ângulos do teu corpo.
Entre a brisa e o vento
na linha divisória do tempo
teu sorriso acelera os batimentos
Me embriago sem anticorpo
no improviso do teu canto.
Lua, lua lua
embebida miopia

e eu tão tua. 

Andrea Motta

terça-feira, 12 de julho de 2016

Pano de Fundo II


Um copo de sonhos
entornado sobre a mesa

abelhas em festa 

Andréa Motta

Concepção


No gorjeio dos pássaros
há uma voz misteriosa

Sementes em flor.  

Andréa Motta

Nau


Todo dia
        navego em mim,
                            depois apago a luz.

(sem título)
horizonte rubro
entre a terra e o firmamento
uma gaivota grasna

Andréa Motta

Ânsia


As mãos deslizam
pelo frescor do vento

como sopro de insensatez 

Andréa Motta

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Seiva



Alimento-me de poesia
desta arraigada nos subterrâneos
do meu templo profanado
desta intrigante agitação do pensamento

Alimento-me da poesia
parida em fragmentos
que pigmenta cálidas palavras
soltas numa folha de papel

Alimento-me de poesia
desta que jorra como sêmen
e transborda por minhas veias
gotejando feito seiva

Alimento-me da poesia
desta que brota do espírito
e revela a alma


Andréa Motta

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013



Sob sorrisos foliões
pranteiam dores apertadas
em miçangas e paetês

Andréa Motta