segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010
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as horas quedaram-se mortas
em inconsequentes visões de dia
vieram em fila
comerem-me, parecia
e se falo agora
é que pela sombra me escondia .
Elaine Pauvolid
em inconsequentes visões de dia
vieram em fila
comerem-me, parecia
e se falo agora
é que pela sombra me escondia .
Elaine Pauvolid
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opresso
furo meus olhos
no terror
do q se desencadeia
pre
figurando a lingua
batida
devorada em silencio
no torpor
de todas as horas
isso q se prepara
vio lento
gravido de horror
dentro e sobre tudo.
Alberto Lins Caldas
furo meus olhos
no terror
do q se desencadeia
pre
figurando a lingua
batida
devorada em silencio
no torpor
de todas as horas
isso q se prepara
vio lento
gravido de horror
dentro e sobre tudo.
Alberto Lins Caldas
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sábado, 6 de fevereiro de 2010
Finá de Ato.
POEMA CAIPIRA...
Finá de Ato.
Adispôs de tanto amor
De tanto cheiro cheiroso
De tanto beijo gostoso, nós briguemos
Foi uma briga fatá; eu disse: cabou-se!
Ele disse: cabou-se!
E nós fiquemos mudo, sem vontade de falá.
Xinguemos, sim, nós se xinguemos
Como se pode axingá:
- Ô, mandinga de sapo seco!
- Ô baba de cururu!
- Tu fica no Norte
Que eu vô pru sul
Não quero te ver nem pintado de carvão
Lá no fundo do quintá
E se eu contigo sonhar
Acordo e rezo o Creio em Deus pai
Pru modi não me assombrá.
É... o Brasil é muito grande
Bem nos pode separar!
Eu engoli um salucio
Ele, engoliu bem uns quatro
Larguemo o pé pelo mato
Passou-se tantos tempo
Que nem é bom rescordar...
Onti, nós si encotremus
Nenhum tentou disfaçá
Eu parti pra riba dele
Cum um fogo aceso nu oiá
Que se num fosse um cabra de osso
Tava aqui dois pedaço.
Foi tanto cheiro cheiroso...
Foi tanto beijo gostoso...
Antonce nós si alembremos
O Brasil... é tão pequeno
Nem pode nos separá!
heheheheheheh. .....
Continuo dizendo....
O amor é lindo!!!!
Finá de Ato.
Adispôs de tanto amor
De tanto cheiro cheiroso
De tanto beijo gostoso, nós briguemos
Foi uma briga fatá; eu disse: cabou-se!
Ele disse: cabou-se!
E nós fiquemos mudo, sem vontade de falá.
Xinguemos, sim, nós se xinguemos
Como se pode axingá:
- Ô, mandinga de sapo seco!
- Ô baba de cururu!
- Tu fica no Norte
Que eu vô pru sul
Não quero te ver nem pintado de carvão
Lá no fundo do quintá
E se eu contigo sonhar
Acordo e rezo o Creio em Deus pai
Pru modi não me assombrá.
É... o Brasil é muito grande
Bem nos pode separar!
Eu engoli um salucio
Ele, engoliu bem uns quatro
Larguemo o pé pelo mato
Passou-se tantos tempo
Que nem é bom rescordar...
Onti, nós si encotremus
Nenhum tentou disfaçá
Eu parti pra riba dele
Cum um fogo aceso nu oiá
Que se num fosse um cabra de osso
Tava aqui dois pedaço.
Foi tanto cheiro cheiroso...
Foi tanto beijo gostoso...
Antonce nós si alembremos
O Brasil... é tão pequeno
Nem pode nos separá!
heheheheheheh. .....
Continuo dizendo....
O amor é lindo!!!!
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Tudo
Quisera tua voz aos meus ouvidos,
sussurrando verbos de silêncio lascivo,
insinuando em gestos
a decisão de compartilhar corpo e alma...
Buscando o meu desejo,
arrebatando-me um beijo,
sacrificando todos os sentidos,
oblíquos e convexos.
Santificando-me em êxtase,
purificando-me em sexo...
Eurídice Hespanhol
Lírios no deserto
Parte: “Canções para um amor sem fim e a sonata para um quase adeus
sussurrando verbos de silêncio lascivo,
insinuando em gestos
a decisão de compartilhar corpo e alma...
Buscando o meu desejo,
arrebatando-me um beijo,
sacrificando todos os sentidos,
oblíquos e convexos.
Santificando-me em êxtase,
purificando-me em sexo...
Eurídice Hespanhol
Lírios no deserto
Parte: “Canções para um amor sem fim e a sonata para um quase adeus
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Cada um enxerga só o que quer
Moro num prédio em meio a uma grande plantação de prédios. Diversos tamanhos e cores. Formigueiros de solitários e apressados seres humanos, transportados, via de regra, por latas sobre rodas com IPI reduzido.
Mas não é desses seres que quero falar. Quero falar dos simpáticos e alegres peludos que puxam donos ou empregadas para o poste ou grama mais próximo.
Por falar em próximo, tenho um bem próximo a mim. Um pequeno e encrenqueiro yokshire! Ele passeia 4 vezes ao dia normalmente, e em meus nove anos de convivência com ele, aprendi e ganhei muito.
Por exemplo: Conheço vários pássaros que moram nas árvores. Conheço muitas pessoas, cujos nomes nem sempre sei, mas sei o nome de seus cães. Quando um cão está com problemas conversamos, palpitamos e torcemos para que ele melhore. Quando vemos um dono sem cão, já perguntamos: “Onde está o/a ...? Dizemos um: “Sinto muito” verdadeiro quando um desses serzinhos morrem, e podemos ver as lágrimas doídas de quem os perdeu.
Não, não os comparamos a filhos, sabemos que cada um tem seu lugar. Apesar das más línguas garantirem que sim. Porém, quem são esses para falar de nós e nossos cães?
Esses são aqueles que quando passam pela minha rua, comentam: - Nossa! Como tem cocô de cachorro nessa rua.
Para esses eu respondo: - A maioria ajunta os cocôs. Porém o mais triste é que: alguns vêem a beleza dos cães, outros enxergam só os cocôs.
Deisi Perin
texto produzido para a oficina de crônicas, ministrada pela professora Glória Kirinus, no Paço Municipal de Curitiba.
Pó&Teias
Mas não é desses seres que quero falar. Quero falar dos simpáticos e alegres peludos que puxam donos ou empregadas para o poste ou grama mais próximo.
Por falar em próximo, tenho um bem próximo a mim. Um pequeno e encrenqueiro yokshire! Ele passeia 4 vezes ao dia normalmente, e em meus nove anos de convivência com ele, aprendi e ganhei muito.
Por exemplo: Conheço vários pássaros que moram nas árvores. Conheço muitas pessoas, cujos nomes nem sempre sei, mas sei o nome de seus cães. Quando um cão está com problemas conversamos, palpitamos e torcemos para que ele melhore. Quando vemos um dono sem cão, já perguntamos: “Onde está o/a ...? Dizemos um: “Sinto muito” verdadeiro quando um desses serzinhos morrem, e podemos ver as lágrimas doídas de quem os perdeu.
Não, não os comparamos a filhos, sabemos que cada um tem seu lugar. Apesar das más línguas garantirem que sim. Porém, quem são esses para falar de nós e nossos cães?
Esses são aqueles que quando passam pela minha rua, comentam: - Nossa! Como tem cocô de cachorro nessa rua.
Para esses eu respondo: - A maioria ajunta os cocôs. Porém o mais triste é que: alguns vêem a beleza dos cães, outros enxergam só os cocôs.
Deisi Perin
texto produzido para a oficina de crônicas, ministrada pela professora Glória Kirinus, no Paço Municipal de Curitiba.
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ÉPICO
Não me interessa mais cantar o perfume da mulher
Com as pétalas macias das flores das palavras
Nada de cantos de seduções e encantos vãos
Na minha garganta crescem germes e larvas
Um navio chamado Haiti
(que maldade!)
Vem por mares sempre antes navegados
Parece o zepelim da Geni
E nos pegará descuidados
E antes de terminar a fraseâeu te amoâ
Seremos todos levados
Para a prisão de Guantánamo
Alguns partirão antes que aconteça
Em busca das florestas por não ter onde ir
Com um só obsessão na cabeça
Descobrir como se faz Irene rir
Irene é mulher diferente
Traz a morte como alvo
Guardada num comprido pente
Um pente que cospe fogo
Como os mísseis do navio
O Haiti seja aqui
Disse o poeta inocente
Que poetou sem profecia
O Haiti será aqui
Pra marcar nossa agonia
De gente apática,fraca, indolente
Que irá visitar o navio
Deslumbrada e demente
Querendo aprender inglês
Para se entregar de vez
Se temos shopping,internet, celular sofisticado
Multiplex, TV plasma,Tv Globo,
Por que não tudo isso gozar ?
Mas esse gozo não é orgasmo
É pranto, é fome, é espasmo
É ocupação de um país,invasão
Mas nós temos Zeca Pagodinho,
Seu Jorge e Zé Bonitinho
Big Brother ,mulata e carnaval
Gente boa sempre a sorrir
Bem comportada, cordial
Que nem de longe quer ver
E muito menos aprender
Como se faz Irene rir
Tudo começa de novo
A serpente vem no ovo
De um grande peixe no mar
E antes dos nossos românticos
Dizerem pra sua amada âeu te amoâ
Seremos todos levados
Para a prisão de Guantánamo
Assim se cumpre o destino
A sina covarde e inglória
Do Brasil e sua falsa história
Buscando viver pela mídia
Com a vida a se extinguir
E que nunca vai aprender
A libertação,o prazer
De fazer Irene rir
Roberto Menezes
Com as pétalas macias das flores das palavras
Nada de cantos de seduções e encantos vãos
Na minha garganta crescem germes e larvas
Um navio chamado Haiti
(que maldade!)
Vem por mares sempre antes navegados
Parece o zepelim da Geni
E nos pegará descuidados
E antes de terminar a fraseâeu te amoâ
Seremos todos levados
Para a prisão de Guantánamo
Alguns partirão antes que aconteça
Em busca das florestas por não ter onde ir
Com um só obsessão na cabeça
Descobrir como se faz Irene rir
Irene é mulher diferente
Traz a morte como alvo
Guardada num comprido pente
Um pente que cospe fogo
Como os mísseis do navio
O Haiti seja aqui
Disse o poeta inocente
Que poetou sem profecia
O Haiti será aqui
Pra marcar nossa agonia
De gente apática,fraca, indolente
Que irá visitar o navio
Deslumbrada e demente
Querendo aprender inglês
Para se entregar de vez
Se temos shopping,internet, celular sofisticado
Multiplex, TV plasma,Tv Globo,
Por que não tudo isso gozar ?
Mas esse gozo não é orgasmo
É pranto, é fome, é espasmo
É ocupação de um país,invasão
Mas nós temos Zeca Pagodinho,
Seu Jorge e Zé Bonitinho
Big Brother ,mulata e carnaval
Gente boa sempre a sorrir
Bem comportada, cordial
Que nem de longe quer ver
E muito menos aprender
Como se faz Irene rir
Tudo começa de novo
A serpente vem no ovo
De um grande peixe no mar
E antes dos nossos românticos
Dizerem pra sua amada âeu te amoâ
Seremos todos levados
Para a prisão de Guantánamo
Assim se cumpre o destino
A sina covarde e inglória
Do Brasil e sua falsa história
Buscando viver pela mídia
Com a vida a se extinguir
E que nunca vai aprender
A libertação,o prazer
De fazer Irene rir
Roberto Menezes
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sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010
Hoje a lua deu expediente até mais tarde. Desconfio que queria ter uma conversinha com o sol, que anda muito abusado esses dias. Acho que não se entenderam, o bicho tá lá fora de novo a pino, fritando chão e asfalto. Cheia dessa mania de astro que o sol tem, a lua minguou. Mas volta logo mais, pra aquecer do seu jeito, com sutileza, com poesia, os corações sem lume.
Marcelo Amorin
Marcelo Amorin
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El Soneto de Rigor
Tal vez haya un rigor para encontrarte
el corazón de rosa rigurosa
ya que hablando en rigor no es poca cosa
que tu rigor de rosa no te harte.
Rosa que estás aquí o en cualquier parte
con tu rigor de pétalos, qué sosa
es tu fórmula intacta, tan hermosa
que ya es de rigor desprestigiarte.
Así que abandonándote en tus ramos
o dejándote al borde del camino
aplicarte el rigor es lo mejor.
Y el rigor no permite que te hagamos
liras ni odas cual floreros, sino
apenas el soneto de rigor.
Mario Benedetti
el corazón de rosa rigurosa
ya que hablando en rigor no es poca cosa
que tu rigor de rosa no te harte.
Rosa que estás aquí o en cualquier parte
con tu rigor de pétalos, qué sosa
es tu fórmula intacta, tan hermosa
que ya es de rigor desprestigiarte.
Así que abandonándote en tus ramos
o dejándote al borde del camino
aplicarte el rigor es lo mejor.
Y el rigor no permite que te hagamos
liras ni odas cual floreros, sino
apenas el soneto de rigor.
Mario Benedetti
terça-feira, 2 de fevereiro de 2010
"Eu sou uma linha de fascínio que percorre o quintal durante a noite para poder se esticar na grama, sob estrelas."
Samantha Abreu
Samantha Abreu
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alma
maior ruina
ao longo
desse largo
e claro
deserto
nos ossos
penetra
o ferro
inimigo
sem dor
a vida
não entrega
nada.
Alberto Lins Caldas
maior ruina
ao longo
desse largo
e claro
deserto
nos ossos
penetra
o ferro
inimigo
sem dor
a vida
não entrega
nada.
Alberto Lins Caldas
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lascas metálicas dum sol de lata
esparramadas pel'um céu que duvida ser azul
onde lagarta a tarde vai deixando o casulo dia
pelas aberturas dos horizontes como ventres cortados
a lâminas asas da noite que vem alada e suave.
Carlos Sousa
Po&Teias
esparramadas pel'um céu que duvida ser azul
onde lagarta a tarde vai deixando o casulo dia
pelas aberturas dos horizontes como ventres cortados
a lâminas asas da noite que vem alada e suave.
Carlos Sousa
Po&Teias
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domingo, 31 de janeiro de 2010
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A ENCENAÇÃO
Antes que a dor me arrie,
Emulo um lance de sorte
E empano a extinta alegria
Eu a empunho como estandarte,
e a porto por toda parte...
(...rio só noites e dias!)
E a emprego de arma de marte
com artes de artilharia
E miro o motor da morte...
- Algoz com as minhas algias!!!
Altair de Oliveira
- In: O Lento Alento
Emulo um lance de sorte
E empano a extinta alegria
Eu a empunho como estandarte,
e a porto por toda parte...
(...rio só noites e dias!)
E a emprego de arma de marte
com artes de artilharia
E miro o motor da morte...
- Algoz com as minhas algias!!!
Altair de Oliveira
- In: O Lento Alento
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I'm a Clown
soul inocente
não existe veloz
nem
lento
apenas existe um
tempo
onde tudo
é
cada um em
seu
(
caminho
)
cada um em
seu
tempo
estou sempre
indo
lindo ver o
sol
nascer
.
- Graça Carpes -
http://www.pulsarpoetico.zip.net
não existe veloz
nem
lento
apenas existe um
tempo
onde tudo
é
cada um em
seu
(
caminho
)
cada um em
seu
tempo
estou sempre
indo
lindo ver o
sol
nascer
.
- Graça Carpes -
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SONETO DA DESPEDIDA
Foi necessário que chovesse tanto
para que tanto mais o sol voltasse
a refletir a luz que a dor do pranto
inundou de penumbra minha face.
Foi-me defeso ressentir do quanto
sob a cinza do amor em desenlace
ainda me encantaria o desencanto
se esse rio de mágoa não secasse.
Não refaças o curso dos meus rios
nem acenes ‘adeus’ para os navios
de sonhos idos do meu velho cais.
Não levo nada... Só a necessidade
que ainda tenho de sentir saudade
dos teus momentos lívidos de paz.
Afonso Estebanez
http://www.afonsoestebanez.blogspot.com
para que tanto mais o sol voltasse
a refletir a luz que a dor do pranto
inundou de penumbra minha face.
Foi-me defeso ressentir do quanto
sob a cinza do amor em desenlace
ainda me encantaria o desencanto
se esse rio de mágoa não secasse.
Não refaças o curso dos meus rios
nem acenes ‘adeus’ para os navios
de sonhos idos do meu velho cais.
Não levo nada... Só a necessidade
que ainda tenho de sentir saudade
dos teus momentos lívidos de paz.
Afonso Estebanez
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sábado, 30 de janeiro de 2010
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devorei o sudario
dos mortos
gritei como porco
quando comem os porcos
o pronto desejo
esse traço sem força
entre dia e noite
carne flacida
agua contaminada
assim as horas
o inferno a espera
desertos maduros
insonia gravida
apodrecendo sonhos
Alberto Lins Caldas
dos mortos
gritei como porco
quando comem os porcos
o pronto desejo
esse traço sem força
entre dia e noite
carne flacida
agua contaminada
assim as horas
o inferno a espera
desertos maduros
insonia gravida
apodrecendo sonhos
Alberto Lins Caldas
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sexta-feira, 29 de janeiro de 2010
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quinta-feira, 28 de janeiro de 2010
Informes aedos
sexta-feira às 19:30 na CPT(Pastoral da Terra) - Rua Paula Gomes, 703 - 1o Andar (próxima a praça 19 de dez. e Bar do Torto) uma reunião para a criação - se possível - de um comitê de solidariedade com o Haiti ou de ações conjuntas para ajudar os trabalhadores do país e contra a intervenção militar
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Homens Pássaros
a cidade sempre se refundando
das formas que geram e abrigam a algumas estranhas
aves em fios elétricos-calçadas-parapeitos
garimpam entre postes-sapatos-pneus
migalhas-pepitas-farelos e sol nas regiões postais.
investem certeiramente
aberturas adentro embaixo das marquises
buracos com mesas engorduradas de plástico
onde se fartam de casquinhas de pastel-elemento-químico-tóxico
queimado de azeite e fumaça oriental.
olhar ligeiro e atento
em varredura detecta na multidão monstro ofegante
potênciais clientes predadores algozes concorrentes vítimas
rota de fuga e mais alimento.
certa da ausência de observadores arrulham celulares
contratos de licitação para abastecimento ilícito
bocas que moem pedras para argamassa de calçamento do opulento postal
orientando o tráfego
uniformes e civis armados e flexíveis até os dentes.
participação lucro e produto
vão as aves estruturar e obrar na permanente refundação da cidade
posicionando-se em vôos curtos no sistema nervoso central
em sinapses ligeiras de gatilho cerebral
Carlos Sousa
po&teias
das formas que geram e abrigam a algumas estranhas
aves em fios elétricos-calçadas-parapeitos
garimpam entre postes-sapatos-pneus
migalhas-pepitas-farelos e sol nas regiões postais.
investem certeiramente
aberturas adentro embaixo das marquises
buracos com mesas engorduradas de plástico
onde se fartam de casquinhas de pastel-elemento-químico-tóxico
queimado de azeite e fumaça oriental.
olhar ligeiro e atento
em varredura detecta na multidão monstro ofegante
potênciais clientes predadores algozes concorrentes vítimas
rota de fuga e mais alimento.
certa da ausência de observadores arrulham celulares
contratos de licitação para abastecimento ilícito
bocas que moem pedras para argamassa de calçamento do opulento postal
orientando o tráfego
uniformes e civis armados e flexíveis até os dentes.
participação lucro e produto
vão as aves estruturar e obrar na permanente refundação da cidade
posicionando-se em vôos curtos no sistema nervoso central
em sinapses ligeiras de gatilho cerebral
Carlos Sousa
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quarta-feira, 27 de janeiro de 2010
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Pequenas Mortes
De tudo o que me resta e que não seja
amor,
seja
o portão de partida
despedida,
de pequenas causas diárias.
Eu sangro momentos,
derreto venenos
e morro nos cotidianos fins.
Ainda prefiro
a mortalha
envolvendo
afazeres não entranhados.
Quero a devastação
irreversível
de qualquer pequena vida
vã.
Samantha Abreu
Haute Intimitè: http://samanthaabreu.blogspot.com/
Mulheres sob Descontrole: http://mulheressobdescontrole.blogspot.com/
Versos de Falópio: http://versosdefalopio.blogspot.com/
amor,
seja
o portão de partida
despedida,
de pequenas causas diárias.
Eu sangro momentos,
derreto venenos
e morro nos cotidianos fins.
Ainda prefiro
a mortalha
envolvendo
afazeres não entranhados.
Quero a devastação
irreversível
de qualquer pequena vida
vã.
Samantha Abreu
Haute Intimitè: http://samanthaabreu.blogspot.com/
Mulheres sob Descontrole: http://mulheressobdescontrole.blogspot.com/
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"O amor é uma espécie de preconceito. A gente ama o que precisa, ama o que faz sentir bem, ama o que é conveniente. Como pode dizer que ama uma pessoa quando há dez mil outras no mundo que você amaria mais se conhecesse? Mas a gente nunca conhece.”
Charles Bukowski.
rs... é verdade.
é?
a mulher da vida está em cada esquina (sic), em cada quadrante da cidade, passou de bicicleta sem ser vista, não se virou a tempo de com borboletas surrá-lo, ou vive numa aldeia da lituânia e respira agora mesmo, talvez no século retrasado... só no japão, pelas minhas contas, há mais de 10.000 mulheres que viveriam felizes para sempre ao meu lado (e vice-versa)...
que importa?
é que o amor não é o potencial de amar e ser amado. é muito muito menos, muito mais: o amor (essa mentira), o exercício egoísta e abnegado, transcendente e mundano -pois, dispensável, o amor é também a roupa que os amantes jogam fora -de amar, contra os mais consagrados hábitos de lucidez e higiene.
o homem, afinal, consiste no que ele aplica (no nojo e no afeto, na caridade e na azia),
consiste no que transforma em carne viva e perecível.
"tantum homo habet de scientia quantum operatur" (francisco de assis).
Rodrigo Madeira
Charles Bukowski.
rs... é verdade.
é?
a mulher da vida está em cada esquina (sic), em cada quadrante da cidade, passou de bicicleta sem ser vista, não se virou a tempo de com borboletas surrá-lo, ou vive numa aldeia da lituânia e respira agora mesmo, talvez no século retrasado... só no japão, pelas minhas contas, há mais de 10.000 mulheres que viveriam felizes para sempre ao meu lado (e vice-versa)...
que importa?
é que o amor não é o potencial de amar e ser amado. é muito muito menos, muito mais: o amor (essa mentira), o exercício egoísta e abnegado, transcendente e mundano -pois, dispensável, o amor é também a roupa que os amantes jogam fora -de amar, contra os mais consagrados hábitos de lucidez e higiene.
o homem, afinal, consiste no que ele aplica (no nojo e no afeto, na caridade e na azia),
consiste no que transforma em carne viva e perecível.
"tantum homo habet de scientia quantum operatur" (francisco de assis).
Rodrigo Madeira
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A gagueira quase palavra
Quase aborta
A palavra quase silêncio
Quase transborda
O silêncio quase eco
A gagueira agora
O século eco
Arnaldo Antunes
Quase aborta
A palavra quase silêncio
Quase transborda
O silêncio quase eco
A gagueira agora
O século eco
Arnaldo Antunes
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Hipótese
e se eu te amasse
como um pássaro
ama a gaiola que o prende?
Linaldo Guedes
como um pássaro
ama a gaiola que o prende?
Linaldo Guedes
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Barulho
palavra
por palavra
minha úlcera
de verbos
tece aos poucos
a membrana
do silêncio
Lau Siqueira
por palavra
minha úlcera
de verbos
tece aos poucos
a membrana
do silêncio
Lau Siqueira
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