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domingo, 20 de agosto de 2017
sexta-feira, 18 de agosto de 2017
terça-feira, 10 de janeiro de 2017
diário de uma feminista-bland.
ao primeiro sinal de machismo alheio, independentemente do
gênero desse ser humano, e caso não queira entrar em um embate com ele, apenas
se afaste. sim, afaste-se de machistas porque essas pessoas são tóxicas. são
vampiros... não perca seu tempo com sentimento de vitimização, o qual mais me
parece uma maneira efetiva e prática de auto-ódio. se está sem força, busque
sempre a presença de seres humanos mais transparentes, fortalecidos, que já se
libertaram e/ou se engajaram na causa contra o machismo ... no limite, aqueles
que estão tentando ao menos.
de qualquer maneira, só não me diga que não percebeu os
sinais machistas em alguém. porque se olhar com a razão verá os traços
bipolares nas entrelinhas indecisas que são inerentes aos machistas ...
partindo do pressuposto da exclusão social pré-estabelecida,
o feminismo é um movimento que visa a tentativa de inclusão social igualitária
para os gêneros; com base nesse conceito, torna-se falacioso dizer que o
movimento exclui os homens porque por si o projeto busca resoluções que, de
algum modo, obstrui ainda mais negativamente a vida das mulheres se comparadas
aos homens. mais nada. e isso não deve doer em ninguém.
a literatura é a-gênero. então, eu pergunto, por que ainda em
janeiro de 2017 se vê alguns encontros poéticos onde a programação é formada e
constituída somente por homens como convidados para participação, digo, como
atração do evento? são as "afinidades" ou onde foi que eu me perdi?
Adriana Zapparoli
5 de janeiro às 14:23 · São Paulo ·
sexta-feira, 20 de novembro de 2015
quarta-feira, 18 de novembro de 2015
domingo, 4 de outubro de 2015
ratos alados destilam seus modos, comungam seus poros e
outras migalhas. ratos alados sobrevoam antepostos e antepastos em pastos de
rúculas regados em pingos de chuva e gotas de álcool destilado... ratos alados
escolhem suas capas, suas caças e outras carcaças pelo ruído da máquina a vapor
... são hematófagos, emoldurados de corpos. de olhares perfeitos. são zumbis em
estro, são mamíferos indefesos apreciando as gotas de afago e bolor...---
E as poesias?
não sou poeta só foi prosa de nuvem . O vento levou
Fim da conversa no bate-papo
sábado, 3 de outubro de 2015
tropeça em belezas raras, fardas de lamas em sorteios de
caminhos. são sorteios alheios, sorteios convexos, sorteios em ecos de gritos
de alegria perdida em algum canto australo piteco. alienado de uma conversa,
anelando a batida entre o prego e o martelo. ali estava ela. sem presença de
espirito, comendo figos e trazendo um manto sobre o peso de ávidas mentiras de
seu livre arbítrio. cavalgadura e amalgama de instantes itinerante, de brinco
de princesa. olhando pelas alas niveladas de antúrios turquesas, os seus urros
eram camuflados entre os morcegos. morcegos em blood mary, morcegos em nirvana,
morcego envolto em marmelo e doces abaulados em ariranhas e um marzipã de sex
shop, de body stocking sexy, plug em silicone... eram imagens lineares entre
chicotes e sandálias, era poli dance entre ventiladores de teto e era ela: uma
tulipa disfarçada para um garoto de programa.
palavras de adriana zapparoli
domingo, 6 de setembro de 2015
Adriana Zapparoli
era um tumor vesiculoso em formato de saco. cisto e seus
fâneros (tipo dentes, unhas e cabelos) animalaços entre o fígado e o pulmão. um
cisto salmão de ovário amoníaco, ou um cisto sebáceo encerrando em cissuras, na
rotura de um amor de proeminências ósseas, do tornozelo, do sentir...
saudade. e essa dor ceifando.
ceifando.
sexta-feira, 3 de julho de 2015
por braços - essas armadilhas - em flores
por braços - essas armadilhas - em flores
- enquanto observa as mesuras entre os restos de cicuta e os
talos abstratos de abrasivos, anti-histamínicos, insulfilm - testemunha de
fotografias, as palavras - da rainha - não se regurgitam... enquanto espera em
tinta o anticorrosivo diluir das cascas as feridas, das carapaças a quitina,
das armadilhas as maravilhas -de-forquilhas, completa mais um cadinho com
estricnina: - é um processo abortivo de rotinas, por sentimentos que não se
concretizam ...
e então, transborda a guerrilha pela fé em superfície, pela
planta-bandarilha de seus pés, em retinas aluadas... por braços - essas
armadilhas - em flores- tatuadas - por seu amor ...
quinta-feira, 4 de junho de 2015
segunda-feira, 25 de maio de 2015
e leio as costuras e os plissados de um murmúrio de corpos
mutilados com o punho, com a espátula, de onde sai a serpente... por toda esta
fala embromada, por todas as mentes alienadas, o humo é o que escava o sopro da
serpente ... os musgos e as flores aquáticas ... e
debaixo do ossos, seu olhar e a dureza úmida da distância...
(adriana_zapparoli)
sábado, 23 de maio de 2015
y los ipês - ya estaban - más amarillos... de los perros,
las patas más ligeras; el corazón más tardío. y el bordillo, en la calle, más
limpio... una vez más....
***
e os ipês - já estavam - mais amarelos... dos cachorros, as
patas mais ligeiras; o coração mais tardio, e o meio fio, na rua, mais limpo...
uma vez mais...
(adriana_zapparoli)
sábado, 4 de abril de 2015
Adriana Zapparoli
domingo, 15 de fevereiro de 2015
un monólogo entrecortado de pura rutina. desde luego no és
fácil renunciar a reflexos y caligramas condicionados,corpulentos y castaños...
ni reconocer palabras de la arcilla blanca... pero en el trópico
azul-tinta-brillante la noche cae bruscamente. y las rachas de viento, en el
pozo de la granja-amarula, nunca hablan de las cosas clausuradas, ni las
últimas babas, de la noche y ni acerca de un hijo bastardo en vestigios
zoológicos , son zoogramas inhóspitas y ....en el rastro, el collar de perro
blanco, huesos, en zanja de la desgracia.
Adriana Zapparoli
sábado, 31 de janeiro de 2015
- pessoas sem conteúdo, um não sei que em olhar obtuso, onde
o manifesto e o assunto de perplexidade da vez - não é o personagem ou o
trabalho- é a bunda da atriz que anualmente, mais ou menos, exibi em rede
nacional: esperar o que num país machista e misoginista?ai que preguiça...
Adriana Zaparolli
sexta-feira, 12 de dezembro de 2014
são 5 segundos para abafar toda semente no cio. são 5
segundos, em um segundo, para afiar a moleira no fio. são cinco segundos para
estripar da foice o cabelo em cútis e o seu arrepio (tão) óbice-cúmplice... são
5 segundos para não surgir com o mesmo olhar de um pássaro imbecil. são 5
segundos para pingar a língua em fastio-febril e o estado cálice-ápice em
calafrio ..
são os cuspes ... os seus. por um estado "mutis"
em dia gris.
Adriana Zapparoli
quarta-feira, 26 de novembro de 2014
então, eu penso naquele "brujo tímido", penso
naquele médico-monstro (em um dos papéis de John Malkovich, sabe?) , naquele
mestre sadomasoquista, naquele deus-(quase grego)-uzona-meu-querido, naquele
"bebé de pecho-hombre araña"; ... em meu pai, naquele dia fatídico,
entre os sinos e ... os cataventos...
e tudo gira... e perco alguns sonhos quando acordo triste.
e eu acredito que: - viver é muito mais que isso.
então, eu peço perdão a mim
mesma.
Adriana Zapparoli
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