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domingo, 1 de dezembro de 2013

DIZENDO O FOGO..

.
(...) e il naufragar m' è dolce in questo mare.

(Leopardi)

Num oceano de luz, de brilho ardente
Envolto em turbilhão meu corpo em brasas,
Meu vôo audaz de pássaro sem asas
É seta que fustiga o alvo em chamas...

Para o sol me arremesso, trepidante,
Com alvíssaras de um novo Paraíso,
Meu vôo é expectativa de alvorada,
Meu canto, o amanhã, que eu já soletro.

Este oceano de luz me chama e atrai
E me incita à imersão nas labaredas
Desta selva vivaz, incandescente.

Este oceano me açula, em desafio,
Em repto de flamas sedutoras.
E me é doce imergir num mar de chamas....


Antônio Lázaro De Almeida Prado
Ciclo das Chamas e outros poemas

OUSADIA




Ousa o sonho
Alça o vôo
Olha as estrelas
Sopra forte
Sobe o tom
Rompe as amarras.
Acrescenta
Ambição
Aos teus projetos.
Ousa mais,
Incapaz
De andar rasteiro.
Sobe mais
Que és capaz
De alto vôo...


Antônio Lázaro De Almeida Prado

NO PRINCÍPIO...



No início, o canto
(Modulado e lento)
Para meu alento
Para teu encanto.

Para sempre, a vida,
(Mágico acalanto)
Com surpresa e encanto
De flor renascida.

Por agora, a via,
Sempre antiga e nova,
Ao sol (que a renova)
E desperta o dia.

E, ao fim, o canto
Anunciando a aurora
Provocando (agora)
Saudável quebranto...



Antônio Lázaro De Almeida Prado