quarta-feira, 1 de outubro de 2014

*pensava na musculatura em queda de anjos. no desequilíbrio de suas conjunturas quando os recém nascidos compreendem o mundo, depois de anos imunizados pela ilusão de um cordão prateado que os nutre diretamente do céu ou do inferno. naquele momento quando se conscientizam e respiram a topografia de um território sem guias. nascer é sempre a compreensão de que se é responsável pelo seu destino. não são os fármacos, os deuses, os pais, os tiranos ou os caridosos. nem a sobra ou ausência deles. nascer é dizer: sou eu. bendito ou amaldiçoado por si mesmo. acho belo assim... quando os anjos se dissolvem nos coágulos da "mea-graça".


andréia carvalho gavita 

Nenhum comentário: